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Linhas de crédito são opção para pequenos empreendedores, mas é preciso pesquisar

Qualificação é um caminho quem quer contratar um empréstimo de forma estratégica.

Abilio Dantas

Com a chegada da pandemia de covid-19, as micro e pequenas empresas foram muito afetadas pelas medidas de segurança adotadas por munícipios e governos estaduais, necessárias ao combate da doença. Para auxiliar a manutenção dos estabelecimentos, que são responsáveis por quase 60% dos empregos formais no Brasil, foram criadas linhas de crédito federais, estaduais e privadas, com diferentes características e objetivos. Na Região Metropolitana de Belém (RMB), o uso de linhas de crédito serviu para manutenção e ampliação de negócios.

Os pontos iniciais destacados pelo economista Luiz Carlos das Dores Silva, para empreendedores interessados em pesquisar modelos vantajosos de empréstimo, é ter certeza de que o financiamento cabe no orçamento da pessoa, e que nunca chegará a comprometer 30% ou mais do rendimento do empreendimento no pagamento das parcelas. Luiz Carlos, que é conselheiro do Conselho Regional de Economia de Pará e Amapá (Corecon PA-AP), afirma também que os pequenos empresários devem sempre pesquisar qual é a linha de crédito que representa a menor taxa de juros, para comprometer o menos possível as finanças da pequena empresa.

“É importante também fazer pesquisa de mercado, conhecer bastante o ramo em que você pretende investir e buscar a assessoria dos órgãos que apoiam as Micro e Pequenas Empresas (MPE). Não deve-se atrasar parcelas, os juros já estão bastante elevados; se perceber que não vai ter condições de pagar a totalidade do valor, um caminho é procurar a instituição financeira e renegociar”, aconselha.

O Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) foi a principal linha de crédito disponibilizada pelo governo federal para socorrer micro e pequenas empresas durante a pandemia.  A linha foi usada por cerca de 520 mil micros e pequenos empreendedores em 2020, que tiveram acesso a R$ 37 bilhões em crédito

Em 2021, mais de 320 mil empresas já foram beneficiadas pelo programa, com contratação de crédito no valor total de R$ 25 bilhões. Criado pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, o Pronampe se tornou permanente em junho deste ano. Os recursos podem ser usados para investimentos e capital de giro; compra de máquinas e equipamentos, matérias-primas e mercadorias; despesas operacionais, como pagamentos de salários, entre outros.

Com o objetivo de envolver também os Microempreendedores Individuais (MEIs), o governo federal lançou também neste ano o Programa de Estímulo ao Crédito. A expectativa, de acordo com o Executivo federal, é de que a iniciativa gere R$ 48 bilhões em crédito para esse público até dezembro deste ano.

O microempresário Gabriel Aiasse relata que seu empreendimento de preparo e venda de salgados, localizado na Cidade Nova 2, em Ananindeua, só pôde prosperar após ter tido acesso a um programa de crédito estadual. “Foi graças a uma linha de crédito que conseguimos fazer investimentos necessários para começar a nossa fabricação de salgados e não mais depender de fornecedor. Também nos ajudou a arrumar o caixa e também conseguimos montar uma linha de produção eficiente”, afirma.

“Para quem não conseguiu as linhas de crédito, a dica que dou é buscar conhecimento de práticas administrativas, de forma que venha suprir as necessidades”, aconselha. O pequeno empresário, assim que abriu o estabelecimento, em 2019, procurou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “Fizemos muitos cursos por lá e também contamos com a ajuda de uma contadora que nos auxiliou. É importante sempre guardar dinheiro, sempre deixar uma parte para o fundo de emergência, mesmo que pouco. Isso pode salvar seu negócio”, completa.

Gabriel Aiasse acessou o Fundo Esperança, programa do Governo do Pará que já disponibilizou, em 2021, mais de R$ 150 milhões para mais de 50 mil empreendedores.  No programa, os juros são de 0,2% ao mês, e o prazo de pagamento chega a até 36 meses. A carência de 180 dias para o pagamento da primeira parcela.

Economia
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