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Grupos Solar e Simões anunciam fusão e assumem 70% do mercado

Integração deve garantir a chegada dos produtos a cerca de 80 milhões de consumidores em 400 pontos mil pontos de venda

Sérgio Chêne

A Solar, segunda maior fabricante e engarrafadora do Sistema Coca-Cola no Brasil, anunciou, nesta terça-feira (1), a conclusão do processo de fusão de negócios com a divisão de bebidas do Grupo Simões. Para se ter uma ideia da transação, o faturamento bruto em jogo em 2021, com o fechamento da união das empresas, é de R$ 9,8 bilhões.

Com a fusão estratégica das empresas franqueadas da marca Coca Cola, unifica-se o negócio que passa a se chamar Solar, e com ele o controle da empresa será compartilhado entre as famílias atuais controladoras de Solar e do Grupo Simões. A The Coca-Cola Company continuará a ter participação relevante na companhia. A integração deve garantir a chegada dos produtos a cerca de 80 milhões de consumidores em 400 pontos mil pontos de venda. O acordo havia sido anunciado pelas empresas em julho de 2021, mas para a concretização, foram cumpridas todas as etapas e requisitos.

"Uma empresa que nasce grande”, declarou o diretor-geral da Solar, André Salles (Divulgação)

“É um momento histórico para a gente, para o mercado de bebidas do Brasil, especificamente de toda a nossa área de atuação. Momento que dois grandes grupos se unem para formar uma empresa, que já nasce consolidando a posição da Solar como a segunda maior fabricante de Coca Cola no Brasil, o 13º no mundo entre mais 200 fabricantes. Uma empresa que nasce grande”, disse o diretor-geral da Solar, André Salles, na abertura da entrevista exclusiva concedida ao Grupo Liberal.

A partir da consolidação, a Solar passa a atuar em uma área que representa cerca de 70% do território brasileiro (6 milhões de km²), operando na totalidade das regiões Norte, Nordeste, Estado do Mato Grosso e parte de Goiás e Tocantins. A união das empresas traz a experiência e a força de mercado do Grupo Simões com grande atuação no Norte do País, mantém operações no Pará, Amapá, Amazonas, Roraima, Rondônia e Acre. O Solar já atuava há 40 anos nos mercados do Nordeste e Centro Oeste, agora 18 Estados comportam operações da combinação de negócios. A operação conta com 13 fábricas, 44 centros de distribuição, cerca de 15 mil colaboradores. “A consolidação atende aos interesses estratégicos e financeiros de todas as partes e apoia a capacidade do novo grupo de continuar investindo no futuro da empresa, de seus funcionários e das comunidades por ela atendidas”, acrescentou.

Simões e investimentos

Perguntado sobre os investimentos a serem feitos em 2022, Salles destacou o papel da empresa parceira. “O Grupo Simões já vinha numa trila de sucesso; vamos dar continuidade nessa trajetória de inovação, de investimento que o Simões já fazia nesses Estados de atuação. Estamos falando em investimento de R$ 650 milhões em todas as nossas fábricas, centro de distribuição, frotas de caminhões e principalmente em nossos clientes”, assegurou o diretor-geral.

Diversificar o portfólio de bebidas, entrar em outras categorias com a distribuição de novos produtos com o aproveitamento da maior capilaridade de distribuição no mercado dentro do segmento são algumas ações planejadas pela Solar. “Vamos aproveitar esse ativo para apresentar outras soluções, ampliando nosso portfólio para nossos clientes e consumidores”, adicionou.

Sustentável e digital

Em um trecho da entrevista, o diretor-geral reforçou investimentos em ações de sustentabilidade referentes a resíduos sólidos, reciclagem e atenção às comunidades sob atuação do Grupo Solar. Da mesma forma, André Salles destacou o emprenho da empresa em atender o que ele classificou como transformação digital. "Estamos numa onda muita acelerada de transformação digital; vamos dar continuidade a esse trabalho de transformar, de inclusão digital do pequeno varejista, de transformação digital através de análise de dados, e uma série de funcionalidade, seja internamente, seja para nossos clientes.”

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