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Empresários adotam fim do home office integral

Uma das medidas alternativas é o sistema híbrido, em que só parte dos funcionários trabalha a cada dia

Elisa Vaz

O avanço da vacinação em Belém tem feito empresários optarem pela volta presencial dos trabalhadores que ainda estão em home office. No entanto, uma pesquisa feita pela empresa LinkedIn, uma rede social profissional, mostra que 90% dos brasileiros querem que os empregadores exijam o comprovante de vacinação de seus colegas. O Brasil apresenta o maior percentual em comparação a outros países, como Espanha (71%) e México (86%).

Ainda segundo o levantamento, 84% dos respondentes acreditam que testes da covid-19 são relevantes para a volta aos escritórios. E 85% afirmaram que perguntarão a seus gerentes, colegas e outras pessoas que interagem diariamente se eles tomaram a vacina.

Profissional que trabalha com assessoria de marketing, o professor e empresário Karan Valente, de 33 anos, conta que seus funcionários foram afastados do prédio da agência Vindi logo que foi decretada a pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Belém registrou o primeiro caso da covid-19. Na época, eles ficaram em sistema totalmente remoto, mas, com o afrouxamento das medidas de distanciamento social, gradativamente, as atividades presenciais foram retomadas.

“O home office se tornou uma realidade perene, acompanhando as decisões de outras grandes empresas: o time pode trabalhar remotamente sempre e, quando quiser, a estrutura da empresa também estará disponível para o trabalho presencial. A proposta agora é adotar o sistema híbrido de forma vitalícia. Haverá sim o retorno presencial, mas dando também a opção de uma atuação remota aos colaboradores”, adianta Karan.

Porém, o empresário diz que ainda não foi decidido se haverá a exigência do comprovante de vacinação por parte dos funcionários, porque, segundo ele, o debate se confunde com a legalidade. “Será que podemos exigir isso? Em todo caso, somos totalmente favoráveis à pauta da vacinação e o que pudermos incentivar e fomentar aí, o faremos. Acredito que, em futuras contratações, isso será um diferencial, mas não pré-requisito à seleção”.

Já a empresária Sirlene Furtado, dona do salão de beleza Le Rosé, já está com a equipe trabalhando totalmente presencial há alguns meses. No início da pandemia, o local ficou fechado por três meses e quando as atividades voltaram houve um esquema de escala – 50% dos colaboradores por dia. As restrições também eram severas, com horário agendado, uso de máscara e obrigatoriedade de passar álcool em gel ao entrar no estabelecimento.

“Nós estamos incentivando os colaboradores e o público a se vacinarem contra a covid-19. Inclusive, nas nossas redes sociais, sempre lembramos os seguidores da vacinação. Temos feito isso não só junto aos profissionais, mas principalmente junto a clientes que possuímos mais ‘intimidade’, afinal, temos que respeitar a posição de cada um”, comenta. Hoje, todo o corpo de funcionários já está adaptado ao trabalho presencial novamente.

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Economia
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