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Escolas deverão ensinar educação financeira em sala de aula

Mesada e poupança são formas de ensinar crianças a economizar

Abílio Dantas

A partir do mês de dezembro de 2019, todas as escolas brasileiras devem estar completamente adaptadas às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que traz como uma de suas diretrizes o ensino de Educação Financeira. De acordo com a BNCC, devem ser discutidos em 2020, em sala de aula, assuntos como taxas de juros, inflação, aplicações financeiras (rentabilidade e liquidez de um investimento) e impostos.

Para o Conselho Regional de Economia de Pará e Amapá (Corecon PA/AP), a iniciativa é fundamental para criar gerações de consumidores mais conscientes. O professor Roberto Carlos Quintela, conselheiro efetivo do Corecon PA/AP e diretor acadêmico da Escola Superior da Amazônia (ESAMAZ), afirma que, diferente do que muitos devem pensar, o ensino sobre finanças, nas escolas, não deve tratar apenas de dicas sobre como economizar, onde cortar gastos e diminuir despesas.

"Mas (ensinar a) compreender quais as melhores ações que devem ser tomadas para que você ou sua família consigam ter uma segurança material para o futuro, seja na sua vida pessoal ou familiar, seja com as finanças do seu negócio", ensina.

Embora, no Pará, muitos estudantes façam parte de famílias pobres, com poucos recursos econômicos, o economista acredita que isso não é um empecilho para que a educação financeira seja mais difundida. "É justamente com as crianças e jovens que pertencem às famílias pobres ou sem tanto recursos que devemos priorizar e direcionar ações de cunho educativo financeiro, até para que entendam sua situação e possam começar a mudar este perfil pessoal e familiar e, com isto, possam ter condições de melhorar seu padrão de vida e de sua condição social. Albert Einstein possui uma frase que nos diz que no centro da dificuldade repousa a oportunidade", opina.

"A metodologia de levar o aprendizado da educação financeira perpassa desde os conhecimentos de psicologia (quando se trabalha comportamento, razão, emoção e tomada de decisões), de sociologia (relações entre pessoas e grupos), de direito (questão do que é legal) e de cunho econômico (maior volume). Respeitando aqui, a abordagem do tema de educação financeira de acordo com a faixa etária do público a ser atingido. Para cada tipo de público, há uma abordagem do assunto, a fim que de o mesmo, seja atraente e que desperte curiosidade e vontade de se praticar ações neste ramo do conhecimento”, completa o economista. 

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