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Conhecimento técnico é importante para baixar consumo de energia, afirma professora

O governo federal lançou neste mês o Programa de Incentivo à Redução Voluntária do Consumo de Energia Elétrica

Abilio Dantas/ O Liberal

O governo federal lançou neste mês o Programa de Incentivo à Redução Voluntária do Consumo de Energia Elétrica, que recompensará as pessoas que reduzirem em até 10% o consumo, valendo já a partir de setembro, com um bônus de R$ 50 para cada 100 quilowatts economizados. O objetivo é reduzir os danos da pior crise hídrica dos últimos anos no Brasil. O programa deve durar até dezembro deste ano e vale para aqueles que reduzirem o consumo em um patamar de 10% a 20%. Quem economizar menos que 10% não receberá bônus, e quem superar o nível de 20% não receberá prêmio adicional.

O consumo nos mesmos meses de 2020 deste período de setembro e dezembro servirá como parâmetro para calcular a média de consumo. O governo espera reduzir a demanda em 914 megawatts, 1,41% do Sistema Interligado Nacional (SIN). O bônus concedido deve custar cerca de R$ 339 milhões por mês, que serão custeados pelos Encargos de Serviço do Sistema (ESS).

A professora Tatiane Madeiro, que leciona nos cursos de engenharia da Uninassau, em Belém, afirma que o primeiro passo recomendável a quem pretende reduzir o consumo de energia elétrica é procurar um profissional para verificar se na residência está ocorrendo fuga de corrente de energia. “Se em algum ambiente da edificação está havendo fuga de energia, ele precisa ser detectado e modificado com um novo cabeamento, com um novo circuito para chegar ao quadro geral que chamamos de QGBT (Quadro Geral de Distribuição de Baixa Tensão)”, descreve.

O QGBT é utilizado para organizar e distribuir a energia elétrica captada para dentro da residência, empresa ou indústria, de forma que a corrente de voltagem do local seja informada e seja garantida a segurança do processo elétrico e da manutenção do circuito. A capacidade do QGBT em ligar ou desligar a voltagem, por exemplo, pode impedir sobrecargas e possíveis acidentes.

“É preciso que o Quadro Geral de Distribuição de Baixa Tensão esteja calculado, capacitado, de acordo com a quantidade de equipamentos que está sendo utilizada, para que ele não tenha sobrecarga e tenha disjuntores reservas para que o morador consiga ter melhor organização dos seus equipamentos dentro de um ambiente, de uma edificação”, diz a pesquisadora Tatiane Madeiro.

A especialista sugere ainda que sejam comprados equipamentos que estejam em consonância com as determinações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para evitar problemas técnicos e fuga de energia nas casas. “É necessário buscar equipamentos que tenham o selo A, o que significa que você tem um consumo menor de energia quando você estiver pagando a sua conta de luz”, explica.

Para quem utiliza ar-condicionado todos os dias, como forma de driblar o calor, a professora indica a compra de aparelhos que possuem a tecnologia Inverter. “Eles são mais econômicos em comparação com ouros tipos em relação ao consumo de energia elétrica, que é refletido na conta de luz”, finaliza a professora.

Comércio

O empresário Muzaffar Said, diretor de Relação ao Associado e Serviços do Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas), afirma que diminuir o consumo de energia elétrica para quem trabalha com comércio é mais difícil do que para residências, pois existem serviços que demandam energia de forma contínua. “Muitas lojas já possuem uma estrutura pensada de forma específica para funcionar com determinados equipamentos, se fosse modificar algo fica um pouco difícil de funcionar. Por exemplo, existem lojas em que você não pode retirar uma lâmpada de um determinado espaço, pois vai impedir que os clientes vejam os produtos. Assim como em relação aos ar-condicionados, pois Belém é uma cidade muito quente”, exemplifica.

Segundo Muzaffar, as altas do preço da energia, combinadas com o preço dos combustíveis, faz com que os comerciantes não repassem os aumentos aos consumidores finais. “Estamos no limite da margem de lucro, para poder continuar. Não sei até quando vamos conseguir”, finaliza.

Economia
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