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Com recuo do desemprego, Seaster afirma que oferta de vagas deve crescer no segundo semestre

IBGE aponta que no segundo trimestre de 2022, taxa de desocupação subiu 9,1%; índice é inferior ao primeiro trimestre

Daleth Oliveira

Após seis meses de alta na taxa de desocupação no Pará, a expectativa para o segundo semestre de 2022 é de criação de mais empregos, diz o secretário da Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, Inocêncio Gasparim. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada ontem (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que no segundo trimestre de 2022, o estado registrou aumento de 9,1% na desocupação. O índice é inferior ao registrado no primeiro trimestre, que foi 12,2%.

“Esse levantamento é a prova de que estamos conseguindo reerguer nossa economia pouco a pouco vamos continuar crescendo. Essa é a tendência para os próximos meses. Logo mais em outubro teremos Eleições, que já está gerando empregos com campanha eleitoral, onde muitas pessoas aproveitam o momento para fazer uma renda extra; em seguida, celebraremos o Círio, que sempre gera empregos no setor do serviço, comércio, turismo; e final do ano ainda tem a Copa do Mundo, e aí, desde já, torcemos para o Brasil ir bem, que nossa economia com certeza se o Brasil for bom, as pessoas comemoram e o consumo aumenta, então, a expectativa é alta”, conta otimista.

Comparado com os demais estados da federação, o Pará ocupou a 16° colocação com o índice. O IBGE informou também que na Região Metropolitana de Belém, o percentual do aumento do desemprego chegou a 12,8%, ficando em sétimo lugar perante as demais regiões metropolitanas.

Quanto ao recuo da taxa de desocupação, o chefe da Seaster atrela à retomada de projetos que necessitam de mão de obra, principalmente na construção civil, infraestrutura e pavimentação do Estado. “Acreditamos que o início e retomada de várias obras do Governo do Pará contribuem para o combate ao desemprego, pois neste período, muitos projetos iniciaram suas operações. Nos meses anteriores, estávamos cumprindo etapas burocráticas, resolvendo processos licitatórios e agora, pessoas estão sendo empregadas para tirar esses projetos dos papel. Fora que, no inverno as obras paralisaram e desde maio, com a diminuição das chuvas, foram retomadas. Aliada a essas iniciativas do Governo, também observamos a expansão da produção do agronegócio, grãos e frigoríficos, tudo isso está dando um novo fôlego para nossa economia”, afirma Inocêncio.

Para o secretário, a economia já está dando sinais que a crise provocada pela pandemia de covid-19 chegou ao fim. “Vejo que nós podemos começar a acreditar que a pandemia acabou. Preservando alguns cuidados, para quem já tomou todas as vacinas, a pandemia acabou. A ciência e esforço dos governos, principalmente os estaduais, venceu a pandemia, e nossa economia voltou a crescer e com isso, o dinheiro volta a rodar, empresários voltam a abrir vagas e o emprego cresce”, considera.

Quase 400 mil novos empregados

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no comparativo entre o segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o emprego no Pará cresceu quase 12%, somando cerca de novas 400 mil pessoas empregadas. “Nos meses de abril, maio e junho de 2022, o total de trabalhadores ocupados no Pará alcançou 3.749 milhões de pessoas, já em 2021, este total alcançava 3.349 milhões de pessoas”, diz o órgão em estudo divulgado nesta sexta-feira (12).

A análise do Dieese aponta ainda que a taxa de desemprego reduziu em 28%, com cerca de 147 mil pessoas a menos. “No segundo trimestre deste ano, o quantitativo de trabalhadores nesta condição alcançou 377 mil de pessoas, já no mesmo período do ano passado, este total foi bem maior, alcançando cerca de 524 mil pessoas”, informa.

Do total de pessoas ocupadas no Pará, cerca de 2.123 milhões de pessoas estavam na condição de empregados no regime CLT, equivalente a quase 56,6%. Já na condição de autônomos, o número chega a 1.267 milhões, ou 33,8% do total de ocupados em todo o Estado. Na situação de trabalhador familiar auxiliar, o estado registrou cerca de 204 mil pessoas, ou 5,4%; e aproximadamente 155 mil na posição de empregador, equivalente a 4,1% em todo o território paraense.

Claiene Rodrigues, 33 anos, é uma dessas novas empregadas do Pará. Ela é técnica de enfermagem e conseguiu a recolocação no mercado de trabalho ainda neste mês de agosto. Após 11 meses de desemprego, a profissional relata que o sentimento agora é de alívio.

“Depois de um longo período sem a carteira assinada, agora estou mais aliviada e tranquila. Na situação que estamos em nosso país, é muito difícil se manter sem uma ocupação. Felizmente em minha casa, meu marido trabalha. Mas temos duas filhas então estava apertado. Com esse emprego, finalmente vamos conseguir equilibrar nossas contas”, diz alegre.

Ela narra ainda que durante os meses de desemprego, nunca desistiu de voltar ao mercado e enquanto fazia busca de vagas abertas, também fez cursos profissionalizantes para melhorar o currículo. “Esse tempo todo fiquei procurando empregos e sempre que via uma vaga que fazia meu perfil, me candidatava. Além disso, aproveitei para realizar cursos de capacitação para voltar a trabalhar, mas voltar ainda melhor”, finaliza Claiene.

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Economia
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