Carreata percorre ruas de Belém contra propostas apresentadas durante negociação salarial

Bancários foram às ruas protestar contra a proposta apresentada pela Federação Brasileira de Bancos.

Redação Integrada de O Liberal

Uma carreta percorre as ruas de Belém, neste sábado (22). A concentração foi em frente ao Sindicato dos Bancários do Pará e a saída ocorreu por volta das 11h, com parada prevista em frente ao Santander da avenida Magalhães Barata e encerramento na Caixa Econômica de São Braz. Em plena campanha salarial nacional, os trabalhadores das instituições financeiras e representantes sindicais foram às ruas protestar contra a proposta apresentada pela Federação Brasileira de Bancos. Os Sindicatos foram orientados a chamar a categoria em Assembleia, na próxima terça-feira (25), para discutir os rumos da campanha nacional.

Segundo Gilmar Santos, presidente do Sindicato dos Bancários do Pará, a Febraban apresentou proposta de redução média de 48% na participação dos lucros e resultados, com a metodologia que pretende implementar; retirada de direitos, como tíquete alimentação e 13ª cesta alimentação, e nenhum reajuste no salários. “Todas as propostas foram rejeitadas em mesa”, afirma. Além disso, os representantes dos trabalhadores tentam a regulação do teletrabalho, na modalidade home office, mas até agora das discussões sobre isso não avançaram. 

“Mesmo na pandemia, mesmo as agências tendo uma redução de quadro trabalhando presencialmente, os trabalhadores em home office estão produzindo, gerando negócios. 95% das transações bancárias são feitas pela internet ou aplicativo. O impacto que teve no lucro dos grandes bancos foi muito pequeno. Teve redução, mas não dá pra querer dizer que a redução é suficiente para não atender a reivindicação dos trabalhadores”, argumenta.

O presidente do Sindicato diz ainda que alguns bancos promoveram demissões, durante a pandemia. “Infelizmente, isso está sendo comum nos bancos privados. Nossa defesa é pela ampliação do emprego, não pela redução do quadro de trabalho. Mas, infelizmente, os bancos não aceitaram nem a nossa proposta de estabilidade no emprego, até o final de 2021”.

Dirigente do Sindicato, Vera Paoloni explica que a categoria pede a inflação, mais 5% de aumento real nos salários. “Nossa campanha nacional salarial ocorre em plena pandemia  e com os grandes bancos tendo lucros estratosféricos”, enfatiza, destacando ainda a economia que muitos tiveram, com o trabalho em home office.

Uma nova rodada de negociação com os bancos foi marcada para o final da manhã deste sábado. Quanto as mesas de negociação locais, Vera informou que só devem ocorrer na segunda (24). No caso do Banpará, ela diz que a negociação está fluindo, por enquanto. Já o Banco da Amazônia aguarda a mesa nacional, entre o Comando Nacional e  a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

“Nós estamos na campanha salarial da categoria brasileira e a Fenaban propõe reduzir todos os direitos da categoria, corte de gratificações, da PLR, é um ataque frontal às conquistas de muitos anos e muitas lutas e não podemos aceitar redução de direito dos trabalhadores. Além da demissão, que impacta no atendimento à população brasileira”, declarou Cleber Rezende, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/PA).

Economia
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