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Aquecido durante a pandemia, mercado de flores movimenta a economia de Belém

Levantamento do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) aponta um cenário positivo para o setor

Elisa Vaz / O Liberal

O mercado de flores teve um crescimento de 10% no ano passado em todo o país, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), somando um faturamento de R$ 9,57 bilhões, mesmo com a crise econômica provocada pela pandemia da covid-19. Desse total, R$ 2,8 bilhões (30%) são da área da decoração; R$ 2 bilhões (21%) do autosserviço; R$ 1,91 bilhão (20%) do paisagismo; e R$ 1,62 bilhão (17%) de floriculturas; entre outras áreas.

Atualmente, há cerca de 8 mil produtores de flores e plantas no Brasil e, juntos, eles cultivam mais de 2,5 mil espécies, com cerca de 17,5 mil variedades. Esse mercado também é responsável por 209 mil empregos diretos, dos quais 81 mil (38,76%) relativos à produção, 9 mil (4,31%) à distribuição, 112 mil (53,59%) no varejo e 7 mil (3%) em outras funções, em maior parte como apoio.

Proprietário de uma floricultura em Belém, Said Aboul Hosn conta que seu faturamento cresceu 20% em 2020. Com o isolamento social, muitas pessoas passaram a comprar flores e outras plantas para decorar suas casas, e o fato de ele ter criado um comércio virtual facilitou para que os clientes comprassem mais.

“Na pandemia houve aumento de faturamento, porque investimos no atendimento online. Cresceu bastante o número de pedidos feitos de casa nesse período. Mas depois deu uma baixa. Neste ano, o nosso faturamento está mais baixo que o do ano passado, mas deixou um legado de atendimento online muito bom. Abrimos nosso site e hoje temos esse outro canal de vendas. Já usamos as redes sociais, mas estamos começando a investir profissionalmente”, relata.

Segundo o empresário, o ticket médio varia de R$ 60 a R$ 70 na loja, acima do nacional, que, de acordo com a Ibraflor, é de R$ 45,79. O principal nicho da empresa são presentes, com buquês, arranjos e cestas de café, e a rosa é o carro-chefe. Outros tipos de flores que são muito vendidos são lírios, orquídeas, gérberas, astromélias e margaridas. Desde o início da pandemia, Said diz que houve alta nos preços desses produtos, mas que isso ocorreu pela falta deles no mercado. “Os reajustes são de acordo com o preço oferecido pelos fornecedores das flores”, argumenta.

Pelo catálogo, os valores no Espaço Flores variam de acordo com o arranjo. É possível achar um buquê de rosas vermelhas pequeno entre R$ 20 e R$ 95; e um médio, também de rosas vermelhas, de R$ 130 até R$ 210; e ainda os buquês de girassol podem variar de R$ 25 a R$ 180. Hoje, há três colaboradores na loja. Além dos pequenos consumidores, ainda existe uma venda tímida para decoradores de ambientes e eventos.

Uma das consumidoras que atuam nessa área é a decoradora Cibele Ferro, proprietária de empresa que está no mercado de decoração de eventos há sete anos. Segundo a especialista, as flores sempre fizeram parte dos eventos realizados por ela, principalmente porque trazem vida, alegria e compõem elegância no ambiente. “De dois anos para cá, realmente sentimos uma diferença muito grande no aumento dos valores, onde também tivemos que nos adaptar, seja no tamanho ou tipo de flor, para não deixar de usar nos nossos eventos”, relata.

Mesmo com essas altas, Cibele não deixou de comprar e usar as flores no seu trabalho, até porque, durante a pandemia, abriu um novo segmento da empresa: a Criative Cestas Criativas. “São cestas de café da manhã para presentear em datas especiais, onde incluímos arranjos com flores ou mini buquês e, assim, continuamos aquecendo esse mercado. Tivemos excelentes vendas. Foi uma opção primorosa que realmente aqueceu e surpreendeu o coração de pessoas que estavam cumprindo o isolamento social e não podiam se encontrar”, diz. Os tipos de flores que ela mais compra são gipsofilas, rosas, margaridas e gérberas.

Quem também compra flores frequentemente dentro do trabalho é a empreendedora Paula Pinheiro. Embora não seja em grande quantidade, toda semana ela vai até a floricultura e escolhe alguns tipos de flores. "Costumo comprar com frequência porque trabalho com presentes, então coloco nas minhas cestas, nas caixas. Só que não é em quantidade muito grande porque o negócio é pequeno", conta.

Palavras-chave

Economia
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