Projetos do Startup Pará serão apresentados ao mercado e a potenciais investidores em Belém
As startups foram selecionadas a partir de hackathons promovidos em Belém, Tucuruí, Santarém, Parauapebas e Bragança
Dezessete projetos de inovação e tecnologia desenvolvidos no âmbito do Programa Startup Pará serão apresentados ao mercado e a potenciais investidores durante o Demoday, que ocorre nesta quinta-feira (15), a partir das 14h, no auditório do Espaço Inovação PCT Guamá, em Belém. As iniciativas são resultados de oficinas e hackathons realizados em diferentes regiões do estado, reunindo soluções voltadas a desafios locais e nacionais.
As startups foram selecionadas a partir de hackathons promovidos em Belém, Tucuruí, Santarém, Parauapebas e Bragança. Ao todo, mais de 400 jovens e profissionais das redes pública e privada participaram das oficinas coordenadas pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet). Desse processo, 20 ideias foram escolhidas para integrar um programa de incubação com duração de três meses.
Durante o período de incubação, todas as equipes receberam uma bolsa de R$ 3.600 do Programa Startup Pará para o desenvolvimento dos projetos. Ao final dessa etapa, 17 startups conseguiram concluir os trabalhos e estão aptas a buscar financiamento junto a empresas ou instituições interessadas em apoiar a continuidade e a expansão das soluções apresentadas.
Segundo o coordenador do Programa Startup Pará, Renato Cortez, a iniciativa busca fortalecer o ambiente de inovação no estado. “Todo esse trabalho visa impulsionar o ecossistema paraense de inovação e tecnologia e trazer oportunidades de novos negócios e investimentos”, afirmou.
Conheça alguns dos projetos
Os projetos contemplam áreas como biotecnologia, saúde, inteligência artificial, mobilidade, educação e sustentabilidade. Entre as iniciativas selecionadas está a Pluvia Tech, que desenvolve um sistema inteligente de risco de alagamentos e inundações a partir da integração de dados geoespaciais, climáticos e de maré, com foco no apoio à tomada de decisões públicas. Já a Veridia Solutions atua no desenvolvimento de biopolímeros a partir de resíduos amazônicos, como cascas de maracujá e cacau, propondo alternativas aos plásticos tradicionais.
Voltada à economia circular, a Aç(h)aí App propõe um aplicativo que conecta batedores de açaí, consumidores e empresas interessadas no reaproveitamento dos caroços do fruto, buscando fortalecer a cadeia produtiva do açaí na Amazônia. Na área de educação, a Luminus surge como uma edtech focada em soluções que integram formação docente e tecnologia educacional, após uma reformulação completa de sua proposta inicial.
Outros projetos utilizam inteligência artificial como base de suas soluções, como o Informa AI, voltado à gestão da informação e ao acesso a dados essenciais de instituições públicas e privadas, e o Sintetiza Jus, que desenvolve uma assistente de pesquisa jurídica para reduzir o tempo de análise de processos. Na área da saúde, o Informa + Saúde aposta em uma interface conversacional baseada em IA para orientar usuários e facilitar o agendamento com clínicas parceiras.
Também integram a lista iniciativas como a Isaria, produto biológico de origem fúngica testado no controle do ácaro-da-necrose-do-coqueiro; a AquaSmart, plataforma de gestão de IoT para uso eficiente de recursos hídricos e elétricos; o Edu Tutor, edtech voltada à automatização da educação inclusiva; o Organo+, fertilizante organomineral com foco na recuperação de solos agrícolas; o Tá Vago?, solução digital para reservas de vagas de estacionamento; e o Biosensor Agrogene, que desenvolve biossensores para detecção precoce de patógenos agrícolas, com foco inicial no cacau.
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