Programa de fomento fortalece a cadeia do açaí no Pará
Iniciativa será lançada nesta quinta-feira, na Faepa
Será lançado na manhã desta quinta-feira (26/03), no audtório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), em Belém, o ‘Projeto de Integração da Cadeia do Açaí’, que busca integrar os diferentes elos da cadeia, do campo à indústria. O objetivo é organizar a produção, aumentar a renda dos agricultores e promover o desenvolvimento sustentável das comunidades amazônicas.
Idealizado pela Polpanorte, líder brasileira na produção e comercialização de sorbet de açaí, o problema combina assistência, acesso facilitado a crédito e garantia de compra da colheita. Entre os apoiadores estão importantes instituições, incluindo o Banco do Brasil como agente financeiro, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a ATEG, a Faepa e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), responsáveis pelo suporte técnico e científico.
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O açaí é uma das principais fontes de renda para milhares de famílias no Pará e desempenha um papel importante na dinâmica econômica regional e nacional. Dados recentes da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas indicam que o estado concentra 93,8% do valor total da produção da cultura no Brasil.
De acordo com os idealizadores da iniciativa, o Projeto de Integração da Cadeia do Açaí visa ampliar a segurança dos produtores, elevar a qualidade da matéria-prima e estimular boas práticas de manejo. Com isso, contribui para uma cadeia mais organizada e eficiente.
“O açaí faz parte da identidade e da vida de milhares de pessoas do Estado. O que estamos construindo é um modelo capaz de valorizar quem está na base da cadeia, levando conhecimento, estrutura e acesso ao mercado. Nosso compromisso é transformar todo esse potencial em desenvolvimento, com impacto direto na renda e na qualidade de vida dessas famílias”, declarou João Zeppone, CEO da Polpanorte.
Benefícios diretos para produtores
Produtores que aderirem ao projeto terão acesso a condições diferenciadas de financiamento, com taxas de juros abaixo das praticadas no mercado. O mecanismo de garantia oferecido traz mais segurança à operação de crédito. Além disso, o programa assegura orientação técnica especializada e contínua nas áreas de cultivo.
Segundo Renata Nobre, gerente Administrativa da empresa, a próxima etapa prevê a atuação direta em campo em diversos municípios paraenses, levando informação técnica aos produtores e iniciando o processo de adesão ao projeto. "Um dos grandes diferenciais da iniciativa é o modelo de integração produtiva, que assegura a garantia de compra da produção pela indústria enquanto o contrato de financiamento estiver vigente. Esse mecanismo reduz significativamente os riscos para o produtor rural e contribui para a organização e o fortalecimento da cadeia produtiva do açaí no Pará”.
A iniciativa no Pará se apoia na experiência bem-sucedida da mesma empresa em programas de fomento já implementados em outras regiões do País. No Paraná, por exemplo, a companhia participou de projetos estruturados de incentivo à produção de morango e acerola, com assistência e garantia de compra da safra ou parte dela.
Esse modelo contribuiu para dar previsibilidade de renda, reduzir perdas e incentivar o investimento no plantio, criando uma dinâmica mais estruturada e sustentável. A replicação do formato busca adaptar essas práticas à realidade local, ampliando a eficiência da cadeia do açaí e promovendo maior integração entre produtores, instituições de apoio e mercado.