Período junino aquece vendas de artigos religiosos em 40% na Região Metropolitana de Belém
Festas juninas e grandes celebrações religiosas impulsionam o comércio de artigos devocionais na capital paraense
O mês de junho tem impulsionado o comércio de artigos religiosos na Região Metropolitana de Belém, especialmente por conta das celebrações dedicadas aos santos juninos — Santo Antônio, São João e São Pedro. Segundo a administradora de uma loja do setor, Gilmara Machado, o período integra o calendário mais forte do segmento ao longo do ano, ao lado da Semana Santa, do Círio de Nazaré e do Natal. Entre os dias 1º e 13 de junho, as vendas cresceram em média 40%, impulsionadas principalmente pelas festividades em paróquias, como a de Santo Antônio de Pádua.
Festas juninas impulsionam aumento de até 40% nas vendas
Segundo a administradora Gilmara Machado, que comanda uma loja de artigos religiosos na Região Metropolitana de Belém, na rodovia Mário Covas, em Ananindeua, o período junino é um dos mais importantes para o faturamento anual. Ela explica que a combinação entre devoção e festas populares tem impacto direto nas vendas.
“Nós temos fases da venda de artigos religiosos durante o ano - a Semana Santa, as festas juninas, o Círio de Nazaré e o Natal. No ano todo, vem as festividades das paróquias, mas o período junino aquece e movimenta as vendas, principalmente devido aos Santos - Santo Antônio de Pádua, São João e São Pedro”, afirma.
Gilmara destaca ainda que, entre os dias 1º e 13 de junho, o aumento nas vendas chegou a cerca de 40%, impulsionado especialmente pelas celebrações de Santo Antônio em sua paróquia.
Produtos mais procurados seguem tradição de devoção
A busca dos consumidores se concentra em itens ligados à prática religiosa cotidiana.
“Os produtos mais procurados pelos clientes nesse período são as imagens, os terços, os escapulários. Os devotos procuram os Santos de devoção”, explica a empreendedora.
Ela ressalta que o público é formado principalmente por fiéis de paróquias e comunidades, reforçando a forte ligação entre religiosidade e cultura local.
Preços variam de itens acessíveis a peças de maior valor
O comércio atende diferentes perfis de consumidores, com produtos de preços bastante variados.
“Os artigos religiosos mais baratos que vendo são pulseiras, as pulseiras-terço e os terços. Tem de R$ 9,99, tem terços de R$ 5, de R$ 3. Tem variados preços”, detalha Gilmara.
Já as peças mais caras são as imagens maiores. “Os artigos mais caros são imagens de resinas e de fibra. Elas custam em média R$ 199, R$ 200, R$ 300 e aí vai porque são por tamanhos. De 20 cm, de 30 cm, de 40 cm, de 1 metro e assim vai”, explica.
Fé, parceria e concorrência no mercado religioso
Mesmo com a concorrência crescente no setor, a empresária prefere enxergar o cenário como uma rede de complementaridade entre lojas.
“Existe o desafio da concorrência. Eu não falo concorrência, eu falo parcerias, né? Existem outras lojas, muitas lojas, que vendem artigos religiosos, principalmente durante o Círio de Nazaré”, diz.
Para ela, o diferencial está na forma de atendimento e na relação com o cliente. “O meu diferencial é o atendimento, é o carinho e a dedicação que você leva para o teu cliente. Eu acredito que a melhor é você levar o atendimento, com a fé, a devoção”, conclui.
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