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Pará tem 893 famílias beneficiadas, de imediato, pelas novas regras do Minha Casa, Minha Vida

A informação é da Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades

Valéria Nascimento

As novas regras do Minha Casa, Minha Vida trouxeram benefícios imediatos para famílias no Pará. Ao menos, 893 vão financiar a casa própria pelas novas normas do programa. A informação exclusiva foi informada ao Grupo Liberal pela Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, a partir de dados da Caixa Econômica Federal, agente operador do programa.

O ministério destaca inclusive que esse número de 893 famílias deve subir, de acordo com a assinatura de novos contratos. As mudanças devem gerar impacto positivo na cadeia produtiva da construção civil, estimulando novos empreendimentos, geração de emprego e adaptação de projetos habitacionais para atender aos novos parâmetros do programa.

No Pará, o impacto tende a ser ainda mais relevante, observa Ubirajara Marques, diretor de habitação e interesse social do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção do Pará). Ele diz que “a região Norte já vem apresentando desempenho acima da média nacional em contratações do programa, impulsionada por condições diferenciadas de financiamento e taxas mais competitivas”.

"Existe um déficit habitacional importante na região e uma demanda reprimida muito significativa, tanto nas faixas populares quanto na classe média emergente. Isso faz com que o programa continue sendo um dos principais motores da construção civil local”, informou o diretor ao Grupo Liberal, na última quinta-feira (14).

Novas regras mudam perfil do mercado, diz Sinduscon

Na prática, Ubirajara Marques afirma que conseguir financiar imóveis de até R$ 600 mil altera o perfil do mercado atendido pelo programa. “O Minha Casa Minha Vida deixa de ser exclusivamente um programa voltado às faixas mais populares e alcança famílias de renda intermediária, que hoje enfrentam dificuldades de acesso ao crédito imobiliário tradicional em um cenário de juros elevados”, afirmou o diretor de habitação.

"A possibilidade de financiar imóveis de até R$ 600 mil para famílias com renda de até R$ 13 mil cria uma nova demanda para produtos de padrão intermediário, melhor localizados e com maior qualidade construtiva”, assinala o sindicato da construção civil no Pará.

Marques enfatiza que as empresas do setor já começaram a adaptar seus projetos a essa nova realidade. “O aumento do teto dos imóveis permite trabalhar empreendimentos com melhor localização urbana, maior metragem, áreas de lazer mais completas e padrão construtivo superior. Em muitas cidades, produtos que antes ficavam fora do enquadramento do programa agora passam a ser viáveis dentro do Minha Casa Minha Vida. Isso amplia o mercado consumidor e aumenta a segurança para novos lançamentos”, disse.

Expectativa é de aumento gradual de obras e empregos

O setor prevê um crescimento constante em obras e empregos. “A expectativa é de aumento gradual no volume de obras, geração de empregos e demanda por materiais de construção ao longo dos próximos ciclos de lançamento. A construção civil possui um forte efeito multiplicador na economia, movimentando desde a indústria de materiais aos setores de comércio e serviços. O crescimento das contratações tende a impactar positivamente emprego e renda em toda a cadeia produtiva”, diz o representante sindical das empresas de construção.

Por outro lado, afirma Ubirajara, alguns gargalos ainda podem limitar uma expansão mais acelerada. “O principal deles é o custo crescente dos terrenos urbanizados e bem localizados. Além disso, a burocracia nos processos de aprovação, licenciamento e registro ainda aumenta prazos e custos dos empreendimentos”.

"Outro desafio importante é a infraestrutura urbana, especialmente saneamento, mobilidade e acesso viário, fundamentais para viabilizar novos projetos habitacionais em escala. Mesmo com esses desafios, a avaliação do setor é bastante positiva. As novas regras tornam o programa mais aderente à realidade atual dos custos de construção e da renda das famílias brasileiras, ampliando o alcance do crédito habitacional e fortalecendo a construção civil como vetor de crescimento econômico e geração de empregos no Pará e em toda a Região Norte”, avalia Marques.

INFOS

Veja as mudanças em vigor desde 22 de abril de 2026, conforme a renda familiar mensal:

• Faixa 1: até R$ 3.200;

• Faixa 2: até R$ 5.000;

• Faixa 3: até R$ 9.600;

• Faixa 4: até R$ 13.000.

 

Também houve atualização no valor máximo dos imóveis financiados:

• Faixa 3: até R$ 400 mil;

• Faixa 4: até R$ 600 mil.

*O programa também prevê subsídio de até R$ 55 mil para entrada do imóvel e a Caixa Econômica Federal voltou a permitir financiamento de até 80% do valor para imóveis novos.

Fonte: Ministério das Cidades

Serviço:

As novas regras já estão disponíveis para simulação no site e no aplicativo Habitação Caixa.