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Pará soma mais de 12 mil novos empregos formais em 2026 e concentra 40% das vagas do Norte

Setores de serviços e indústria impulsionam geração de emprego formal no estado, segundo levantamento do Dieese

Gabriel Pires

O Pará já acumula mais de 12 mil novos empregos com carteira assinada entre janeiro e maio deste ano e concentra quase 40% das vagas formais geradas na região Norte. Os dados são do balanço do "Observatório do Trabalho, Emprego e Renda do Estado do Pará", desenvolvido em parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), divulgado nesta terça-feira (30).

De janeiro a maio de 2026, o setor de serviços liderou a geração de empregos formais no Pará, com saldo de 9.239 vagas, resultado de 86.942 admissões e 77.703 desligamentos. Segundo o supervisor técnico do Dieese/PA, Everson Costa, os dados mostram que o mercado formal de trabalho também teve crescimento no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026. 

“Somente no mês de maio de 2026, o Pará apresentou saldo positivo de 2.490 postos de trabalho, resultado de 41.951 admissões e 39.461 desligamentos. Este dado representa um desempenho superior ao observado em abril e confirma a continuidade do processo de expansão do mercado formal de trabalho estadual, sustentado principalmente pela recuperação das atividades urbanas e do setor de serviços”, afirma Everton.

Em um recorte dos últimos 12 meses encerrados em maio de 2026, o Brasil registrou saldo positivo de 973.285 postos de trabalho formais, indicando continuidade na expansão do emprego com carteira assinada, ainda que em ritmo mais moderado em relação a períodos anteriores. Na região Norte, o saldo acumulado foi de 69.158 novos empregos formais no mesmo período. No recorte estadual, o Pará acumulou saldo positivo de 28.313 postos de trabalho nos últimos 12 meses, o equivalente a aproximadamente 40,9% das vagas formais criadas na região Norte.

Setores responsáveis por expansão

Além do serviço que desponta no ranking, o segundo setor que mais cresceu no Pará foi a indústria, com saldo de 2.053 postos de trabalho, sendo 28.785 admissões e 26.732 desligamentos, e o comércio, que registrou 1.964 novas vagas, com 55.277 contratações e 53.313 demissões.

Construção civil também tem destaque

A construção civil também apresentou saldo positivo, com 724 empregos formais gerados, resultado de 33.122 admissões e 32.398 desligamentos. Segundo ele Everson, esse panorama indica a “retomada gradual das obras públicas, dos investimentos privados e da atividade imobiliária”.

Já a agropecuária foi o único setor com desempenho negativo no período, encerrando os cinco primeiros meses do ano com saldo de 12.752 admissões e 13.919 desligamentos. “Esse comportamento foi fortemente influenciado pela sazonalidade das atividades agrícolas e pecuárias, característica recorrente do setor nos primeiros meses do ano”, frisa Costa.

No total, o Pará registrou 216.878 admissões e 204.065 desligamentos, encerrando o período com saldo positivo de 12.813 novos empregos formais, segundo dados do Novo Caged compilados pelo Dieese. O resultado supera o desempenho do primeiro quadrimestre no estado, conforme o órgão. No recorte regional, o Pará respondeu por cerca de 35,9% do total de 35.737 vagas criadas na Região Norte no acumulado do ano.

“O resultado demonstra também que, apesar das oscilações verificadas em alguns segmentos da economia, o Pará mantém capacidade de geração de empregos. Mais de um em cada três empregos formais criados na Região Norte em 2026 foi gerado no Pará. O estado ocupou a 15ª posição entre as Unidades da Federação, registrando saldo positivo de 9.531 postos de trabalhos formais”, aponta o porta-voz do Dieese.

Já considerando apenas o mês de maio deste ano, o comportamento do emprego formal no Pará variou entre os setores no mês passado: a indústria liderou com saldo de 1.098 vagas (5.890 admissões e 4.792 demissões), seguida pelo setor de serviços, que gerou 1.054 postos (16.399 contratações e 15.345 desligamentos). A construção também cresceu, somando 766 vagas (6.779 contratados e 6.013 demitidos), enquanto o comércio teve saldo de 215 vagas (10.600 admissões e 10.385 desligamentos).Já a agropecuária foi o único setor que fechou o mês com perda: 643 postos de trabalho após registrar 2.283 entradas e 2.926 demissões.

Dados nacionais

Os dados nacionais indicam que o mercado formal de trabalho no Brasil manteve trajetória positiva ao longo de 2026. Em maio, foram registradas 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos, o que resultou em saldo positivo de 72.960 empregos com carteira assinada. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o país contabilizou 11.715.011 admissões e 10.947.685 desligamentos, com geração de 767.326 vagas formais, o que representa crescimento de 1,63% no estoque nacional de empregos.

BALANÇO EMPREGOS FORMAIS NO PARÁ (JANEIRO A MAIO - 2026)

  • Serviços - Admitidos: 86.942 | Desligados: 77.703 | Saldo: 9.239
  • Indústria - Admitidos: 28.785 | Desligados: 26.732 | Saldo: 2.053
  • Comércio - Admitidos: 55.277 | Desligados: 53.313 | Saldo: 1.964
  • Construção - Admitidos: 33.122 | Desligados: 32.398 | Saldo: 724
  • Agropecuária - Admitidos: 12.752 | Desligados: 13.919 | Saldo: -1.167