Pará soma 45,5 mil moradias contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida entre 2023 e 2025
Investimento federal no estado ultrapassa R$ 5 bilhões e integra a retomada nacional do programa, que já superou a meta de 2 milhões de unidades antes de 2026
Entre 2023 e 2025, o Pará teve 45,5 mil unidades habitacionais contratadas por meio do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), conforme divulgado pelo Ministério das Cidades (MCid). O volume corresponde a um investimento de R$ 5,03 bilhões do Governo Federal no estado, concentrado principalmente em obras voltadas às famílias de baixa renda e com impactos diretos e indiretos na redução do déficit habitacional e na geração de empregos na construção civil.
Os números do Pará fazem parte da retomada nacional do programa, relançado em fevereiro de 2023 pelo Governo Federal. Na ocasião, foi estabelecida a meta de contratar 2 milhões de moradias até o fim de 2026, após o programa ter ficado paralisado em anos anteriores. Essa meta, no entanto, foi atingida com antecedência.
No mesmo período analisado, o programa de moradia já contabiliza 2,1 milhões de unidades habitacionais contratadas em todo o país, com um investimento federal superior a R$ 317,78 bilhões. O avanço foi simbolizado nesta sexta-feira (23), durante solenidade realizada em Maceió (AL), que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro das Cidades, Jader Filho (MDB).
Durante o evento, foram entregues 1.337 moradias, marcando oficialmente a superação da meta nacional antes do prazo previsto. Segundo o governo federal, a ampliação do programa tem como foco atender diferentes faixas de renda, estimular a economia e enfrentar o déficit habitacional, que ainda atinge milhões de famílias brasileiras.
Em toda a região Norte, o MCMV já soma cerca de 107.822 moradias contratadas desde 2023, dentro do total de 2,1 milhões de unidades viabilizadas em todo o país no período. Os empreendimentos estão distribuídos pelos sete estados da região: Pará (45,5 mil), Amapá (4,1 mil), Rondônia (15,1 mil), Tocantins (13,4 mil), Roraima (3,6 mil), Amazonas (23,1 mil) e Acre (2,9 mil). Segundo dados do governo federal, a iniciativa beneficia diretamente mais de 400 mil pessoas, considerando o número médio de moradores por unidade habitacional.
A pasta responsável avalia a retomada e a ampliação do programa a partir de 2023 como um relevante esforço em uma região marcada por elevados índices de déficit habitacional e desigualdade social. Além de ampliar o acesso à moradia digna para famílias de baixa renda e de classe média, o programa também tem funcionado como indutor econômico, com reflexos diretos na geração de empregos, sobretudo na construção civil, setor que concentra grande parte da mão de obra local. Esses efeitos indiretos se originam das demandas geradas com a construção das moradias, que movimentam o mercado em cadeia.
Dentro do Norte, os estados do Pará e do Amazonas concentram os maiores volumes de contratações. O Pará lidera o ranking regional, com 45.522 unidades habitacionais contratadas, enquanto o Amazonas aparece em seguida, com 23.082 moradias. Juntos, os dois estados respondem por mais de 63% das contratações da região, evidenciando o peso populacional e a demanda habitacional nesses territórios.
Os contratos firmados abrangem diferentes modalidades do Minha Casa, Minha Vida, incluindo moradias subsidiadas e financiadas, em áreas urbanas e rurais. A abrangência do programa e sua aceitação popular são refletidas em pesquisa da Genial/Quaest de 2025, que aponta apoio de nove em cada dez brasileiros à política habitacional, reforçando sua relevância social e econômica no cenário nacional e, de forma particular, na região Norte.
No recorte por regiões, em nível nacional, o Sudeste concentra o maior volume de contratações do Minha Casa, Minha Vida entre 2023 e 2025, com 870,5 mil unidades habitacionais e R$ 144,77 bilhões em investimentos federais, refletindo o peso populacional e econômico da região. Em seguida aparece o Nordeste, que contabiliza 557,3 mil moradias contratadas, com aporte de R$ 68,62 bilhões, mantendo participação expressiva no programa diante do histórico déficit habitacional.
Na sequência, a região Sul registra 347,2 mil unidades, com investimentos de R$ 56,56 bilhões, enquanto o Centro-Oeste soma 231,4 mil contratações, apoiadas por R$ 34,76 bilhões. O Norte, apesar de apresentar o menor volume absoluto, alcançou 107,8 mil unidades habitacionais contratadas, com R$ 13,09 bilhões em investimentos, números considerados relevantes diante das particularidades logísticas, territoriais e socioeconômicas da região.
O programa também ganha reforço para incentivar novas contratações, após o anúncio de mudanças nas regras do sistema financeiro da habitação, com foco em ampliar o acesso ao crédito imobiliário. As alterações buscam promover um novo salto no financiamento da casa própria, alcançando famílias com renda mensal de até R$ 20 mil, faixa que tradicionalmente enfrenta maior dificuldade de acesso a linhas de crédito habitacional em condições mais favoráveis.
As medidas modernizam o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), ampliam a oferta de recursos para financiamentos e fortalecem o mercado imobiliário. Segundo o governo federal, a iniciativa pretende atender à demanda da classe média, reduzir gargalos no crédito habitacional e complementar as políticas públicas voltadas à habitação.