MENU

BUSCA

Pará recebe R$ 2,2 milhões do governo federal para fortalecer ações contra pragas agrícolas

O acordo prevê o repasse de recursos federais para ampliar a fiscalização, modernizar a estrutura da agência estadual e reforçar o controle de pragas que ameaçam a produção agrícola paraense

Da Redação

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) assinaram, nesta quarta-feira (4), em Belém, um convênio de cooperação técnica no valor de R$ 2,2 milhões para fortalecer ações de emergência fitossanitária no estado ao longo de 2026. O acordo prevê o repasse de recursos federais para ampliar a fiscalização, modernizar a estrutura da agência estadual e reforçar o controle de pragas que ameaçam a produção agrícola paraense.

A cerimônia ocorreu na sede da Adepará e contou com a presença do secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, representando o ministro Carlos Fávaro, além de autoridades estaduais e federais ligadas ao setor. Também participaram o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Giovanni Queiroz; o secretário de Agricultura Familiar (Seaf), Cássio Pereira; o coordenador-geral de Proteção de Plantas do Ministério, Ricardo Hilman; e o superintendente federal de Agricultura no Pará, Otávio Durans.

De acordo com o diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo, o convênio representa um avanço estratégico para a defesa agropecuária no estado, ao integrar esforços entre os governos estadual e federal.

“Hoje foi um dia muito especial. Nós assinamos o convênio com o Ministério para reafirmar a parceria institucional entre a Agência e o órgão federativo. Isso fortalece nosso trabalho frente às emergências fitossanitárias e garante que possamos manter as pragas longe da produção rural, assegurando mercado, renda e emprego ao produtor”, afirmou.

Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, o convênio permitirá ampliar a capacidade de atuação da defesa vegetal no Pará e contribuir para a competitividade do agronegócio brasileiro.

“Os avanços do Brasil em diversas cadeias produtivas são resultado do trabalho técnico realizado nos estados. O convênio possibilitará a modernização da estrutura da Agência e a capacitação dos servidores, ampliando a capacidade de resposta da defesa agropecuária no Pará”, disse.

Na prática, explicou o secretário, os recursos serão destinados tanto para custeio quanto para investimento nas atividades de fiscalização e controle sanitário.

“Esse convênio vai permitir o repasse de recursos de um órgão federal para o estadual, fortalecendo as ações de fiscalização e controle. Isso permitirá que a Adepará se estruture com veículos e equipamentos e custeie as atividades relacionadas às emergências fitossanitárias”, destacou.

Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, a iniciativa amplia a capacidade de proteção das lavouras e fortalece o apoio aos pequenos produtores.

“É importante essa parceria e a sensibilidade do Ministério em nos dar condições de aparelhar esse órgão extraordinário que temos no Pará, que é a Adepará, que presta um grande serviço para defender o interesse do produtor, especialmente o pequeno produtor que precisa dessa proteção”, afirmou.

Atuação em todo o estado

Responsável por planejar e executar a política de defesa agropecuária no Pará, a Adepará atua em todo o território estadual por meio de 20 regionais distribuídas nas principais regiões de integração, além de 178 escritórios locais de sanidade agropecuária e 14 postos de fiscalização.

Atualmente, a agência concentra esforços no enfrentamento de três emergências fitossanitárias consideradas prioritárias: a vassoura-de-bruxa da mandioca, a mosca-da-carambola e a monilíase, doença que afeta o cacaueiro e o cupuaçuzeiro.

Segundo o coordenador-geral de Proteção de Plantas do Mapa, Ricardo Hilman, uma das preocupações recentes envolve a vassoura-de-bruxa da mandioca, praga que já causou prejuízos no Amapá.

“A praga provoca impactos sociais, econômicos e ambientais significativos, considerando a relevância da mandioca em todo o país. Apesar dos desafios, contamos com equipes técnicas qualificadas e adotaremos todas as medidas necessárias para mitigar riscos e proteger a produção”, explicou.

No caso da mosca-da-carambola, a Adepará mantém monitoramento contínuo na divisa com o Amapá, com instalação de armadilhas, barreiras volantes e fiscalização permanente para proteger polos citrícolas e a produção comercial de frutas.

Já em relação à monilíase, as ações são preventivas para evitar a introdução da praga no estado, que poderia comprometer a produção de cacau — segmento em que o Pará se destaca como o maior produtor nacional de amêndoas.

A diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, Lucionila Pimentel, destacou que o convênio chega em um momento estratégico para fortalecer as ações de proteção das lavouras.

“Estamos tratando de pragas que afetam culturas essenciais para a economia estadual, majoritariamente conduzidas pela agricultura familiar. São cadeias produtivas que movimentam cerca de R$ 10 bilhões por ano e ocupam aproximadamente 600 mil hectares. O reforço de recursos amplia a capacidade de atuação da Adepará em todas as regiões do Estado”, concluiu.