Lojas no comércio começam a registrar movimento para a festa junina
Lojistas do centro comercial afirmam que queda nas vendas foi muito grande, mas acreditam em melhora ao longo do mês.
Um dos períodos mais esperados do ano começa nesta terça-feira, 1º de junho, início do mês de São João, e, com a entrada do Pará no bandeiramento amarelo, parece que algumas famílias vão conseguir se reunir para celebrar as tradicionais festas juninas. No centro comercial de Belém, já é possível ver o aumento da movimentação, mas, para os lojistas, o cenário ainda está distante do ideal para que o setor recupere as perdas acumuladas desde o início da pandemia, há cerca de 1 ano e 2 meses.
“Já tem procura, mas ainda está muito fraca, especialmente para nós, que somos tradição nas buscas do consumidor por roupas de festa junina. A queda é de 80% no movimento que costumamos ter no período da quadra junina”, relata Janice Corrêa, gerente da Casa da Costureira há 25 anos.
A loja, localizada na Rua Treze de Maio, está há 36 anos em funcionamento no comércio da capital paraense e antes contava com 27 funcionários de balcão; atualmente, o quadro conta com apenas 10 pessoas. “Nossa fábrica, por exemplo, teve que parar, porque tínhamos 22 funcionários e não tem como sustentar, então estamos terceirizando a nossa produção, tem sido bem difícil”, desabafa Janice, que lembra ainda os riscos da movimentação em excesso devido à pandemia.
“Eu não peguei Covid e em Belém parece que não tem pandemia. Tenho pavor, mas tem gente que não entende. Até aqui na loja, a gente barra cliente que quer entrar sem máscara ou baixa a máscara aqui dentro”, conclui.
Expectativa
A equipe de reportagem foi até o centro comercial nesta segunda-feira, 31 de maio, e já havia muitas pessoas circulando pelas ruas, mas, segundo os proprietários dos pontos comerciais, o dia de maior movimento ainda é sábado. O Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Lojista do Município de Belém (Sintclobe) afirma que, após um ano de dificuldades na economia devido à queda do movimento no comércio, a expectativa é que 2021 traga uma melhora.
“Em 2020 foi fraco, teve uma queda por conta do momento mais rigoroso que vivíamos de pandemia. Já estamos tendo saída, mas agora que está começando o mês, então vamos aguardar”, afirmou o presidente do Sintclobe, Jesus Santana.
Os produtos mais procurados na B&B Festas são os artigos de decoração: chapéus, bandeirinhas, balões. A recuperação, segundo o gerente do estabelecimento, Narciso Rodrigues, vem gradativa. “Reduzimos 30% das vendas desde que começou isso tudo, mas acreditamos na melhora, mesmo que devagar, além pela concorrência dos chineses aqui na região. Mas temos um corredor só de artigos juninos, então estamos preparados e vamos aguardar os nossos clientes”,
Festa junina em família
Embora o estado tenha entrado no bandeiramento amarelo, em que bares e restaurantes podem funcionar até 1h e eventos privados podem reunir até 200 pessoas, Michelle Seabra, personal bronze, de 36 de anos, vai comemorar o aniversário da filha Giovanna, de 9 anos, somente com a família.
“A gente quis fazer temático, porque o aniversário dela cai no dia 6 de julho, no sábado, e não nos sentimos tão seguros, mas decidimos fazer, mesmo sem muita gente. Aí me organizei para vir aqui no comércio que compensa pelo preço e pela variedade. Vamos levar chapéu, bandeirinhas, vai ter pescaria, tudo”, conta a moradora do município de Marituba, na Grande Belém.
Já a militar Rose Souza, de 39 anos, foi atrás de roupa para a Ana Vitória comemorar os aniversários da avó e da madrinha à caráter. A festa, que também será entre familiares, vai ocorrer no dia 1º de junho, não importa se é dia de semana. “O aniversário das duas cai no mesmo dia, né? Então vamos comemorar hoje, com fogueira e tudo. Ainda compensa muito vir no comércio, o preço continua bom”, finaliza.
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