LibTalks debate desenvolvimento e preservação em edição especial no Acre, nesta sexta-feira (24)
Programa tem circulado por todas as capitais da Amazônia promovendo debates essenciais para a região
Com foco na integração entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental, o projeto LibTalks Amazônia chega a Rio Branco (AC) nesta sexta-feira (24), marcando mais uma etapa de sua circulação pelas capitais da região Norte. A iniciativa, promovida pelo Grupo Liberal, aposta em uma agenda de debates que aproxima diferentes atores sociais, de empreendedores a pesquisadores, para discutir soluções inovadoras a partir da realidade amazônica. O encontro será realizado no auditório da Estácio Unimeta, às 19h no horário local (21h em Belém), reunindo um público estimado em cerca de 270 pessoas.
A proposta central do evento é dar visibilidade a experiências que conciliam geração de renda, tecnologia e preservação do meio ambiente. A programação foi estruturada para dialogar com estudantes, especialistas, representantes institucionais e organizações que atuam diretamente no fortalecimento da economia regional. Entre os parceiros envolvidos estão entidades de apoio ao empreendedorismo e instituições financeiras cooperativas, que contribuem para ampliar o alcance das discussões e fomentar redes de colaboração.
Nesta edição, o Acre ocupa papel de destaque como território estratégico na agenda ambiental brasileira. Reconhecido por sua biodiversidade e por iniciativas pioneiras na área, o estado será apresentado como exemplo de articulação entre políticas públicas e práticas sustentáveis. A expectativa da organização é que o evento também funcione como vitrine para projetos locais capazes de inspirar outras regiões da Amazônia.
A programação temática será dividida em três eixos principais. O primeiro aborda o protagonismo feminino, com ênfase no trabalho de mulheres envolvidas em cadeias produtivas ligadas à floresta, como o manejo de sementes e a produção de insumos naturais. O segundo eixo destaca o histórico do Acre em políticas ambientais, incluindo acordos internacionais e modelos de governança voltados à redução de emissões e conservação. Já o terceiro concentra-se na bioeconomia, evidenciando produtos e iniciativas que transformam recursos florestais em oportunidades de negócio sustentável.
Além dos debates conceituais, o evento também trará experiências práticas por meio de painéis que apresentam cases de inovação, mentorias e iniciativas voltadas à economia verde. A ideia é aproximar teoria e prática, demonstrando como soluções sustentáveis podem ser implementadas em diferentes escalas, desde comunidades locais até cadeias produtivas mais amplas.
Valorização
A produtora executiva do evento, Meg Martins, destaca a expectativa com a aproximação da realidade local ao debater assuntos de interesse da região, diretamente com quem entende dessa realidade.
“A gente mostra que a Amazônia não está parada. Existe uma preocupação real com o futuro do planeta e um esforço concreto em desenvolver soluções a partir da floresta”, afirmou.
Regionalidade
Um dos principais diferenciais desta edição está no protagonismo dos convidados, que representam diferentes frentes de atuação na construção de uma economia sustentável. A mediação será conduzida pela jornalista Nélia Ruffeil, profissional com trajetória consolidada em comunicação e com forte atuação em pautas ligadas à biodiversidade, ESG e empreendedorismo na Amazônia.
Entre os nomes confirmados, destaca-se Jaksilande Araújo, presidente do Instituto de Mudanças Climáticas do Acre. Com ampla experiência na gestão pública, ela tem atuado diretamente na formulação e implementação de políticas ambientais no estado, incluindo programas estratégicos como o Sisa e iniciativas ligadas ao REDD+ jurisdicional. Sua participação deve trazer uma visão institucional sobre os desafios e avanços da governança climática na região.
A expriência da engenheira civil e fundadora da Wood Lab Fernanda Onofre também se soma ao debate. A sua empresa desenvolveu a tecnologia Wood Vision, que utiliza inteligência artificial para identificar espécies de madeira, contribuindo para a rastreabilidade e segurança na cadeia produtiva. A solução é finalista do Prêmio Seleção Mobile Time 2026, na categoria Inovação Digital Brasil.
Outro participante é Jorge Freitas, especialista em inovação e desenvolvimento de ecossistemas empreendedores. Com mais de duas décadas de atuação, ele trabalha na criação de soluções voltadas à inclusão produtiva, transformação digital e negócios de impacto, especialmente no contexto amazônico.
A programação também valoriza o conhecimento tradicional com a presença de Ita Culqui, fundadora da iniciativa Alquimia da Floresta. Atuando desde a adolescência com medicina ancestral, ela leva saberes tradicionais a comunidades e promove práticas sustentáveis baseadas no uso consciente dos recursos naturais.