LibTalks Amazônia em Macapá apresenta trajetória do primeiro Hub de Inovação do estado
Espaço assegura estrutura física empresarial e oportuniza o ecossistema de inovação e o compartilhamento de conhecimentos
O administrador e fundador do Amazoom, um hub de inovação da Amazônia, o empresário Maurício Sánto contou como surgiu o espaço, que é pioneiro no Amapá, durante a edição do Lib Talks Amazônia, realizada em Macapá, na noite desta sexta-feira (26). A história do espaço surgiu de uma necessidade pessoal do empreendedor.
Maurício Sánto disse que trabalhava em casa como design gráfico, à época, neste formato home office achava que não tinha tanta produtividade em razão do ambiente doméstico ter outras intercorrências.
“Eu me distraia, queria um local de trabalho profissional para conseguir desenvolver minhas atividades como designer gráfico, e eu também sabia que eu poderia ajudar outras pessoas, que não tinham estrutura adequada para trabalhar, então pensei em fornecer um espaço adequado, com sala de reunião, internet com velocidade boa, o que era um problema,com estrutura de mobília, refrigerado, cafezinho para os clientes e parceiros”
Rede de parceiros, clientes e negócios
Maurício Sánto disse que com o tempo o espaço foi avançando e se transformou num hub de inovação. Ele passou a focar na estruturação do espaço e no apoio do desenvolvimento de novos negócios. Hoje em dia, disse ele, o espaço de 950 metros quadrados, dispõe de uma estrutura de uma grande empresa que um pequeno negócio, de quem está iniciando no universo dos empreendimentos, não tem como bancar sozinho.
"Nós temos mentorias, temos contatos com investidores e o negócio cresceu bastante, ainda não somos uma incubadora, mas estamos nos processos de mentorias e já trouxemos investidores para conhecer novos negócios”, contou Maurício. Ele exemplificou que o hub promove cursos e apresentações de negócios inovadores locais para investidores.
Layse observou que empreender em qualquer lugar do país é difícil, na Amazônia, a tarefa é ainda mais complexa em razão das dificuldades de logística, fretes, entre outros fatores. Ela também citou que o Amapá é um estado onde muitos bens de consumo e serviços chegam de fora mais caros, o que encarece os custos para quem está começando um negócio.
"A gente oferece ao empreendedor que está iniciando a estrutura de uma grande empresa precisa para o dia a dia de trabalho, serviço de secretária, limpeza do ambiente, organização internet, são cinco redes para dar conta de todo imóvel. Além disso, há os contatos do ecossistema, a colaboração das pessoas que estão ali dentro, as startups que se conectam com investidores e outros parceiros de negócios e até mesmo novos colaboradores”, disse Sánto.
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