Inflação de maio sobe 0,63% em Belém e fica acima da média nacional
A taxa da capital paraense foi puxada pelo grupo habitação, que registrou avanço de 1,81% no período
O IPCA de maio de 2026, considerado a inflação oficial do país, subiu 0,63% em Belém, superando a taxa média nacional de 0,58%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revelam o comportamento dos preços no período.
A taxa apurada na capital paraense ficou empatada com o índice registrado em Brasília, que também fechou o mês em 0,63%. Ao todo, o instituto pesquisou 16 capitais brasileiras para consolidar o indicador mensal.
Saiba quais foram os setores que mais subiram em Belém
Na análise detalhada por setores de consumo em Belém, a maior pressão sobre o orçamento dos moradores veio do grupo habitação, que apresentou avanço de 1,81%. O segmento de saúde e cuidados pessoais também registrou alta expressiva, com aumento de 1,06% ao longo do mês. O setor de vestuário acompanhou a tendência de crescimento com alta de 0,49%.
Em contrapartida, o setor de artigos de residência apresentou o recuo mais acentuado do município, com queda de 0,55%.
A área de comunicação fechou em campo negativo, com recuo de 0,13%, seguida pela divisão de educação, que teve variação negativa de 0,02%.
As despesas pessoais registraram alta de 0,32%, enquanto os serviços de transportes locais variaram 0,13% positivamente.
Entenda a diferença entre o índice de Belém e a média do Brasil
No restante do país, o comportamento dos preços mostrou divergências em relação ao ambiente paraense. O grupo de alimentação e bebidas saltou 1,33% no indicador nacional, enquanto em Belém o avanço foi menor, fechando em 0,59%.
Já os transportes recuaram 0,46% na média do país, contrastando com a alta verificada no território paraense.
Variação mensal do IPCA por grupos em maio de 2026 (%)
Índice geral: 0,63 (Belém) | 0,58 (Brasil)
- Habitação: 1,81 (Belém) | 1,22 (Brasil)
- Saúde e cuidados pessoais: 1,06 (Belém) | 0,90 (Brasil)
- Alimentação e bebidas: 0,59 (Belém) | 1,33 (Brasil)
- Vestuário: 0,49 (Belém) | 0,62 (Brasil)
- Despesas pessoais: 0,32 (Belém) | 0,41 (Brasil)
- Transportes: 0,13 (Belém) | -0,46 (Brasil)
- Artigos de residência: -0,55 (Belém) | 0,08 (Brasil)
- Comunicação: -0,13 (Belém) | 0,23 (Brasil)
- Educação: -0,02 (Belém) | 0 (Brasil)
Ranking da variação mensal nas 16 capitais pesquisadas (%)
- Aracaju (SE): 1,31
- Campo Grande (MS): 1,31
- Recife (PE): 0,95
- São Luís (MA): 0,87
- Goiânia (GO): 0,77
- Fortaleza (CE): 0,72
- Brasília (DF): 0,63
- Belém (PA): 0,63
- São Paulo (SP): 0,61
- Porto Alegre (RS): 0,57
- Rio de Janeiro (RJ): 0,53
- Rio Branco (AC): 0,52
- Salvador (BA): 0,51
- Belo Horizonte (MG): 0,34
- Grande Vitória (ES): 0,32
- Curitiba (PR): 0,29
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