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Ibovespa bate novo recorde e fecha acima de 186 mil pontos

Alta foi impulsionada por balanços de empresas, fala de Galípolo e cenário global favorável ao risco

O Liberal

Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, encerrou o pregão desta segunda-feira (9) com alta de 1,76%, aos 186.313 pontos. O avanço levou o índice a um novo recorde histórico, impulsionado pela divulgação de balanços de grandes companhias, entrevista do diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ambiente externo mais favorável ao risco.

Entre os destaques do dia, o banco BTG Pactual (BPAC11) reportou um lucro líquido ajustado de aproximadamente R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre, alta de 40,3% em relação ao mesmo período de 2022. Após o fechamento do pregão, estavam previstos os resultados de BB Seguridade (BBSE3), Motiva (MOTV3) e São Martinho (SMTO3).

Mercado monitora entrevista de Galípolo e cenário político

A entrevista de Galípolo, que integra o Conselho de Política Monetária do Banco Central, atraiu atenção dos investidores, principalmente por sinalizações relacionadas à condução da política monetária no país.

No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda em São Paulo ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Pela manhã, visitou o centro de produção de vacinas contra a dengue do Instituto Butantan. À tarde, participou de uma cerimônia em Mauá, onde foram anunciados novos investimentos em saúde e educação.

Expectativa por corte de juros nos EUA impulsiona bolsas

No exterior, aumentou a percepção de que o Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) poderá iniciar um ciclo de cortes de juros até junho. A expectativa é alimentada pela agenda de indicadores econômicos da semana, que inclui dados de emprego, inflação e vendas no varejo.

Nos Estados Unidos, os índices futuros fecharam em alta: o Dow Jones avançou 0,12%, o Nasdaq subiu 1,09% e o S&P 500 teve ganho de 0,64%.

Dólar cai e ouro sobe com cenário global de apetite ao risco

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, falou à Veja que o cenário global mais favorável ao risco, refletido na alta das bolsas nos Estados Unidos, Europa e Japão, tem fortalecido moedas de países emergentes, como o real. No fechamento do dia, o dólar era cotado a R$ 5,19.

Já Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, avaliou, em entrevista ao portal Veja, que a queda do dólar está relacionada a esse movimento de apetite ao risco somado à decisão da China de limitar a compra de títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) pelos bancos locais.

“Isso reduz a demanda por dólares e favorece as cotações do ouro, que sobem forte hoje”, explicou.