Hospedagem no Pará pode superar em mais de 100% alguns destinos tradicionais do país
Diárias em municípios paraenses atingem valores superiores aos praticados por hotéis de alto padrão em Fortaleza durante as férias de julho, confira
Com a aproximação das férias de julho, o planejamento de quem pretende aproveitar os dias de descanso em destinos muito procurados também começa a ganhar intensidade. Além da escolha do local e da organização do roteiro, os custos com hospedagem passam a ocupar papel central no orçamento dos viajantes. Neste ano, os preços médios das diárias em alguns dos destinos mais requisitados do estado, como Salinópolis e Alter do Chão, podem ultrapassar a marca de R$ 1 mil, dependendo da estrutura oferecida, da localização do empreendimento e dos serviços incluídos na estadia. Valor que supera em até 182% a média de destinos requisitados no nordeste do país.
As pousadas, por outro lado, continuam figurando entre as alternativas mais acessíveis para os turistas, com valores que partem, em média, de R$ 150 nos dois destinos. Os dados foram levantados principalmente a partir das principais plataformas de busca e reserva de hospedagem utilizadas pelos consumidores.
Entre os principais polos turísticos paraenses, Salinópolis apresenta atualmente os valores mais elevados quando se observa o teto das diárias disponíveis para o período. O município, conhecido por concentrar parte significativa da movimentação turística do verão amazônico, reúne empreendimentos de diferentes perfis, incluindo hotéis e resorts voltados para públicos que buscam maior conforto e serviços diferenciados. Quando comparada a outros destinos turísticos consolidados do país, a diferença de preços se torna ainda mais evidente.
Um exemplo é Fortaleza, capital do Ceará e um dos principais destinos turísticos do Nordeste brasileiro. Enquanto as diárias mais altas em resorts localizados em Salinópolis podem alcançar R$ 1.200 durante a alta temporada, hotéis de padrão cinco estrelas situados na orla da capital cearense apresentam valores em torno de R$ 425 por noite. Assim, ficar hospedado em Salinas pode custar aproximadamente 182% mais caro do que na capital nordestina.
Nesse cenário, o turista médio pode acabar desembolsando menos para se hospedar em Fortaleza do que em Salinas, como o município paraense é popularmente conhecido. Nas faixas intermediárias de hospedagem, por exemplo, um hotel de padrão médio em Salinópolis custa aproximadamente R$ 308 por diária. Em Alter do Chão, distrito turístico de Santarém reconhecido nacionalmente por suas praias de água doce e paisagens naturais, os valores costumam variar entre R$ 470 e R$ 540.
Em contrapartida, em Fortaleza é possível encontrar hospedagem em hotéis quatro estrelas pertencentes a redes internacionais por cerca de R$ 306. Em geral, a ampliação dos preços acompanha também uma oferta mais robusta de serviços e comodidades aos hóspedes.
O perfil do turista e o tipo de acomodação escolhido também exercem influência significativa sobre os custos da viagem. Opções de hospedagem compartilhada, como hostels, pousadas e estabelecimentos similares, seguem sendo alternativas para quem busca economizar. Em Fortaleza, por exemplo, é possível encontrar diárias a partir de R$ 108, o menor valor identificado entre os destinos analisados. Nos destinos paraenses, os preços mínimos observados foram de R$ 122 em Alter do Chão e de R$ 170 em Salinópolis.
Expectativa
Em um dos hotéis localizados em Salinópolis ouvido pela reportagem de O Liberal, a expectativa é de uma elevação expressiva nos valores praticados durante as férias de julho. De acordo com o estabelecimento, a diária para um quarto de casal, considerando uma hospedagem de três dias, atualmente custa R$ 600 no total. Para o período de alta temporada, no entanto, o valor deverá subir para R$ 1.050 pelas mesmas três diárias, o que representa um aumento aproximado de 75%.
“Para julho temos sim uma alta demanda, e está no valor total de R$ 1.050,00 (3 diárias)”, informou o estabelecimento. O hotel também relata que a procura antecipada por hospedagens neste ano indica uma movimentação superior à registrada no mesmo período do ano passado, reforçando a expectativa de aquecimento do turismo regional durante as férias escolares.