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Governo vai abrir linha de crédito para ajudar empresas afetadas por chuvas em MG

O anúncio foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa

Estadão Conteúdo

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, anunciou nesta segunda-feira, 2, que o governo federal vai abrir linhas de crédito para auxiliar empresas afetadas pelas chuvas que atingiram as cidades de Juiz de Fora e Ubá, localizadas na Zona da Mata Mineira. Segundo Rui, a medida vai seguir o mesmo modelo adotado para amparar empresários atingidos pela tragédia climática no Rio Grande do Sul, ocorrida em 2024.

"Nós publicaremos ainda essa semana as medidas legais para que a gente possa abrir linha de crédito de financiamento nas mesmas condições para os empresários das duas cidades que fizemos para o Rio Grande do Sul", disse Rui Costa em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

O ministro não revelou cifras, mas disse que serão "idênticas em critérios e valores" utilizados no território gaúcho. O montante, segundo Rui, deve ser menor que R$ 1 bilhão.

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No caso do Rio Grande do Sul, o governo federal autorizou a disponibilização de linhas para financiamento a empresas que somaram um montante de R$ 15 bilhões do Fundo Social.

Rui Costa também anunciou que o governo adotará o modelo de compra assistida para auxiliar aqueles que tiveram suas casas danificadas. Nesta semana, a Caixa Econômica vai abrir um cadastro para que proprietários de imóveis anunciem propostas de vendas que serão encaminhadas para moradores cadastrados pelo governo federal.

O ministro-chefe da Casa Civil também criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por não apresentar projetos para prevenção de desastres naturais, apesar de R$ 3,5 bilhões disponibilizados através do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).

"Infelizmente, o Brasil virou isso: aqueles que fazem e aqueles que gravam vídeos. Os que gravam vídeos não fazem contra os que estão fazendo e são acusados por aqueles que gravam vídeos", disse Rui.

Acordo UE-Mercosul

Questionado sobre a votação do Acordo de Comércio entre Mercosul e União Europeia, que deve ser votado no Senado nesta semana, Rui Costa declarou que o governo não vê obstáculos para a aprovação da medida e disse que um decreto será publicado logo após o aval da Casa.

"A expectativa nossa é que seja votado e, em seguida, a gente possa publicar o decreto porque, eventualmente, você pode ter que ajustar o decreto em função de eventuais mudanças que ocorram na votação. Mas não vejo nenhum sobressalto nisso, acho que o Congresso está empenhado para aprovar", disse Rui Costa.

O ministro também disse que o conflito no Oriente Médio, deflagrado após um ataque militar coordenado pelos Estados Unidos e por Israel que culminou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, no sábado, 28, não deve culminar no aumento da inflação do Brasil. Segundo Rui, o governo está acompanhando a crise na região.

"É evidente que o dólar caiu de forma substantiva nos últimos meses e não acho que irá fugir desse padrão de queda que ele se comportou até aqui. Mas é evidente que isso não é bom para a economia, não é bom para as pessoas, não é bom para ninguém. Guerra nunca é boa para ninguém, muito menos para a economia", disse Rui.