Fiepa destaca abertura de mercados no Encontro Econômico Brasil-Alemanha em Hannover
A abertura do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) ocorreu nesta segunda-feira (20)
A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) esteve presente na abertura do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), realizada nesta segunda-feira (20), na Hannover Messe 2026, com um discurso voltado à ampliação de mercados e à inserção internacional da indústria paraense. O evento integra a programação da feira, considerada a principal vitrine global da inovação industrial, e reúne autoridades, empresários e representantes do setor produtivo.
O presidente da Fiepa, Alex Carvalho, participa da missão empresarial organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A comitiva conta ainda com empresários paraenses, articulados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da entidade.
Durante a abertura, Carvalho avaliou o momento como estratégico para a indústria brasileira e destacou que a presença do Pará no encontro reforça uma agenda baseada em inovação, agregação de valor e diversificação da pauta exportadora. Ele afirmou que a cooperação internacional é um fator central para ampliar a competitividade do estado no cenário global.
“A troca de tecnologia, conhecimento e pesquisa permite ampliar nossa base exportadora, desenvolver novos produtos e cadeias produtivas, agregando valor ao que hoje ainda é majoritariamente exportado como matéria-prima”, destacou Alex Carvalho.
Esta é a terceira participação da Fiepa na Hannover Messe, sendo a primeira com a presença direta de empresas paraenses, o que indica um avanço no processo de internacionalização da indústria local.
Em 2025, o Pará consolidou sua relevância nas relações comerciais com a Alemanha ao se tornar o terceiro maior estado exportador brasileiro para o país europeu, com 11,69% de participação. As exportações somaram US$ 763 milhões, com crescimento de 8,69%, impulsionadas principalmente por minérios de cobre. Já as importações alcançaram US$ 52 milhões, com destaque para o coque de petróleo calcinado, insumo estratégico para as cadeias mineral e metalúrgica.
A edição de 2026 da Hannover Messe reúne cerca de 5 mil expositores de mais de 70 países e deve atrair mais de 200 mil visitantes até o dia 24. A programação aborda temas como indústria 4.0, inteligência artificial, energias renováveis e economia circular. O Brasil participa como país parceiro oficial, com um pavilhão de 2.660 metros quadrados distribuído em seis espaços da feira.
A cerimônia de abertura do EEBA contou com a presença do presidente da CNI, Ricardo Alban, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz. Em seus discursos, os líderes ressaltaram o potencial de cooperação entre os dois países, especialmente em setores ligados à transição energética.
Alban destacou o papel do Brasil na produção de energia renovável e na oferta de minerais críticos, defendendo o avanço na industrialização desses recursos. Lula enfatizou as oportunidades do país na produção de energia limpa e citou tecnologias brasileiras expostas na feira. Já Merz apontou o acordo entre Mercosul e União Europeia como elemento central para ampliar o comércio bilateral.
Promovido pela CNI em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI), o Encontro Econômico Brasil-Alemanha alterna sua realização entre os dois países. A última edição ocorreu em Salvador, em 2025.
Atualmente, a Alemanha é o 11º principal destino das exportações brasileiras. Em 2025, o comércio bilateral somou US$ 6,5 bilhões em exportações e US$ 14,4 bilhões em importações. A meta da CNI é ampliar esse fluxo para US$ 40 bilhões nos próximos cinco anos.
Com uma relação histórica consolidada, Brasil e Alemanha buscam aprofundar parcerias em áreas estratégicas, em um cenário global marcado pela transição energética e pela digitalização industrial. Nesse contexto, o Pará tenta ampliar sua participação internacional, com foco na produção de maior valor agregado e no fortalecimento de cadeias produtivas mais sofisticadas.
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