Festival Internacional do Chocolate e Cacau deve gerar R$ 3 milhões em negócios aos produtores
Evento será no Hangar, em Belém, de 23 a 26 deste mês, simultaneamente, com o ‘Flor Pará’
O fortalecimento da cadeia produtiva do cacau de origem do Pará e a oportunidade de conexões estratégicas entre o produtor e o público estão entre os principais resultados do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau – Chocolat Amazônia - realizado em Belém há 10 anos. De 23 a 26 de abril a capital receberá mais uma edição do evento, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia.
A estimativa da organização da programação, coordenada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), é que sejam gerados na edição deste ano mais de R$ 3 milhões em negócios aos produtores locais.
A programação é financiada pelo Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau). São esperados mais de 500 empreendedores de diferentes regiões de integração do Pará. Simultaneamente ao festival internacional, ocorrerá a feira Flor Pará, que reunirá produtores de flores e plantas cultivadas na Amazônia.
Empreendedores como Fernanda Sahaba, da Bada Chocolate Finos da Amazônia, do município de Santa Bárbara do Pará, na Grande Belém, acreditam que o Festival Internacional serve de vitrine para alavancar a economia estadual. Ela diz que a programação impulsiona principalmente as marcas menores de cacau e de chocolate, como ocorreu no caso do seu empreendimento.
“O cacau do Pará é de excelência e o festival é uma grande ‘mãe’, podemos dizer assim, pois nós, enquanto empresa e pessoa física,somos muito gratos a tudo o que o festival já proporcionou à nossa marca. Se hoje chegamos onde estamos, é porque o festival foi um desses elementos que nos ajudaram; eu acredito que este ano, como ocorreu nos anos anteriores, a gente consegue evoluir dentro do festival. O público nos conhece mais”, pontua Sahaba.
Além da divulgação, conhecimento e novos clientes, a Bada Chocolate, diz a empreendedora, conquistou por meio da programação o título de “Melhor Chocolate Artesanal e Produtos Derivados de Cacau" na categoria Chocolate Fino, na edição do ano passado do Festival Internacional do Chocolate e Cacau – Chocolate Xingu, em Altamira, no sudoeste do Pará. O prêmio foi conquistado com o chocolate “Campo do Fernandão”.
Novos negócios
A empreendedora acredita que em Belém, durante a programação, vão sugir novos negócios. “Economicamente, a nossa expectativa é fechar mais negócios, atrair mais clientes que, após o festival, viram nossos amigos, gostam do nosso chocolate; isso é um grande presente para nós, pois mostra que todo o nosso trabalho, investimento em estudo e pesquisa em preservar a floresta, que está em nosso Sistema Agroflorestal (SAF), estão trazendo resultados. Tenho certeza que este ano será mais um ano de sucesso, não só para a Bada, como para o festival, que já é um sucesso, sempre esperado todos os anos não só pelas marcas, como pela população”, disse.
Entre os produtos derivados do cacau, vão ser comercializados polpas, geleias, chocolates em diversos formatos – da barra, passando pelos bombons até as variedades, doces, caldas e até mesmo vestimentas feitas com motivos que remetem ao cacau. A cada ano, como observa o coordenador do festival, Ivaldo Santana, engenheiro agrônomo que gerencia o Procacau da Sedap, a organização da programação espera um saldo positivo com relação ao que é arrecadado pelo produtor.
Na edição anterior, segundo informou, foram gerados R$ 2,5 milhões de negócios fechados nos quatro dias de programação. “Este ano a gente espera que mais de R$ 3 milhões entrem nos cofres dos produtores presentes no festival”, estima.
Em média, um fluxo em torno de 600 produtores é aguardado no Festival, incluindo os que trabalham com plantas e flores da Amazônia. “Eles participam, não apenas na comercialização, mas nos fóruns, nas palestras e nas diversas programações que ocorrem no evento”.
Diversidade de produtos é a marca do festival
O diretor de agropecuária, da Sedap, Marcos Grande, destaca que o festival se distingue pela diversidade de produtos. “A secretaria está empenhada em entregar um evento grande, participativo e democrático que, além de fortalecer a nossa cadeia produtiva, através de negócios e vendas aos nossos produtores, também seja mais uma atração para o nosso público”.
Quase 70% do cacau produzido no Brasil procede da Transamazônica, região que impressiona pela quantidade e qualidade da amêndoa, diz o diretor da Sedap. “A gente acabou de sair de um festival na Holanda, onde dois produtores da Transamazônica foram premiados como o melhor cacau do mundo e isso tem se repetido; o Governo do Estado tem, através desse grande instrumento que é o Funcacau, ajudado isso a acontecer”, afirmou Marcos.
A entrada para a programação do Festival é gratuita e quem quiser pode doar alimentos não perecíveis que serão doados para instituições voltadas para o repasse de donativos à população economicamente carente, informou o diretor da Sedap.
“A gente convida todo o público a prestigiar o evento. É um produto que é nosso, que está consolidado, o Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e esse festival vem premiar e fortalecer ainda mais tudo o que foi construído nos últimos anos”.
Flores e Plantas da Amazônia
Como já faz parte da tradição, o chocolate estará acompanhado das flores e plantas da Amazônia. O colorido das espécies genuinamente locais compõem a decoração do Festival, e estará estampado nos estandes logo na entrada do Hangar, com a comercialização de flores e plantas.
Além da comercialização, a feira ‘Flor Pará’, que já ocorre há 21 anos, ofertará minicursos para quem quiser fazer arranjos florais ou receber noções sobre. “A gente junta o chocolate e as flores para atender da melhor maneira possível os visitantes que forem ao Hangar”, disse o coordenador do Festival Internacional, Ivaldo Santana.
Serviço:
O Festival Internacional do Chocolate e do Cacau e a feira ‘Flor Pará’ vão acontecer nos dias 23, 24, 25 e 26 de abril
Local – Hangar, na avenida Dr. Freitas, no bairro do Marco, em Belém
A entrada é gratuita, sendo opcional a doação de um quilo de alimentos não perecíveis.
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