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Etanol registra queda de 8,76% entre maio e junho; Pará acompanha a tendência de queda

Em compensação, a maioria dos estados apresentou aumento da gasolina, mas a média nacional ficou estável, diz ValeCard

O Liberal

Neste mês de junho, os combustíveis tiveram variações diferentes no Brasil. O preço do etanol continuou a cair e acumulou um recuo de 8,76% entre maio e junho. Em contrapartida, a maioria dos estados registrou aumento da gasolina, mas a média nacional permaneceu estável, o que equilibra a maior oferta de biocombustível no país com as variações internacionais do petróleo

Os dados são do levantamento da ValeCard, uma pesquisa mensal que mostra a média dos preços dos combustíveis no Brasil. O levantamento usou transações de pagamentos em mais de 25 mil postos de combustíveis, entre 1º e 26 de junho, em todo o país.

Por causa da queda de 8,76%, o etanol passou a ser a escolha mais barata para abastecer em 10 estados do Brasil. Isso ocorre porque o álcool rende menos que a gasolina. Logo, os especialistas indicam que ele compensa no bolso apenas quando custa 70% ou menos do valor da gasolina.

De acordo com a pesquisa, o etanol registrou queda em 23 estados brasileiros, com redução média nacional de 3,64% na comparação com maio, impulsionado principalmente pelo avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país. A gasolina apresentou leve retração de 0,09% na média nacional, embora tenha registrado aumento em 15 estados.

O diesel S-10 caiu apenas 0,07%, mantendo estabilidade no preço médio, mesmo diante das oscilações observadas no mercado internacional de petróleo ao longo do mês.

Na média nacional, a gasolina passou de R$ 6,857 em maio para R$ 6,851 em junho. O etanol caiu de R$ 4,619 para R$ 4,451, redução de R$ 0,168 por litro, enquanto o diesel S-10 passou de R$ 7,303 para R$ 7,298, recuo de R$ 0,005. ado com base em transações entre 1º e 26 de junho em mais de 25 mil postos credenciados em todo o país.

Pará acompanhou a tendência de baixa do etanol

O preço do etanol caiu na região Norte. O Pará teve um recuo de 0,49%, alinhando-se à tendência nacional de maior oferta do biocombustível. Essa dinâmica reforça o aumento na produção, mesmo com as diferenças logísticas e de abastecimento de cada estado nortista.

Já a gasolina apresentou estabilidade na média nacional em junho, com leve retração de 0,09% em relação ao mês anterior. Apesar disso, o comportamento do combustível foi bastante heterogêneo entre os estados brasileiros, com alta registrada em 15 unidades da Federação e queda em outras 12.

Na região Norte, a gasolina permaneceu estável no Pará e Roraima apresentou o maior preço médio do país

O cenário do preço da gasolina na região Norte foi diversificado. Roraima manteve o maior preço médio da gasolina no Brasil, passando de R$ 8,012 para R$ 8,206, aumento de R$ 0,194 (+2,42%). O Amapá também apresentou alta relevante (+0,98%), enquanto Tocantins (+0,90%) e Acre (+0,81%) registraram avanços moderados.

Entre os recuos, o Amazonas apresentou a maior queda da região, passando de R$ 7,073 para R$ 7,016, retração de R$ 0,057 (-0,81%). Rondônia também registrou redução (-0,48%), enquanto o Pará permaneceu praticamente estável, com leve alta de 0,10%.

Diesel S-10

Os estados da região Norte voltaram a apresentar forte pressão sobre os preços do diesel S-10 em junho. O Pará teve alta de 1,92% e o Tocantins, de 0,48%. Roraima registrou a maior alta percentual do país, passando de R$ 7,538 para R$ 8,062, aumento de R$ 0,524 (+6,95%).

O Acre também apresentou elevação relevante, passando de R$ 7,378 para R$ 7,816, avanço de R$ 0,438 (+5,94%). O Amapá passou de R$ 7,383 para R$ 7,626 (+3,29%), enquanto, na contramão, Rondônia apresentou leve queda, de R$ 7,586 para R$ 7,569 (-0,22%).