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Em um ano, Pará tem saldo positivo de 4 mil empregos para mulheres

Redação Integrada

No dia internacional da mulher, o emprego feminino, no Estado do Pará, apresenta crescimento com a contração de 3.975 trabalhadoras, entre janeiro e dezembro de 2018. O estudo foi feito pelo Observatório do Trabalho do Estado do Pará, parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), e demostra que o mercado de trabalho voltou a contratar no Estado em comparação com o ano passado.

De acordo com o levantamento, com base em informações oficiais do Ministério da Economia, foram feitas, em 2018, 79.854 admissões contra 75.263 desligamentos, gerando um saldo positivo de 3.975 novos postos de trabalho entre o público feminino. Em 2017, o saldo foi negativo, de -3.506, pois houve 77.106 demissões contra 73.600 contratações.

O setor de serviços foi o que apresentou o melhor desempenho; com a contratação de 36.946 mulheres e o desligamento de outras 32.737, resultando no saldo de 4.209 contratos firmados. Os setores de extração mineral; de serviços de indústria de utilidade pública e de agropecuária, extração vegetal, caça e pesca também tiveram aumento. O primeiro e o segundo foram responsáveis, cada um, pelo resultado positivo de 101 contratações, enquanto o terceiro, que abrange as áreas da piscicultura e do agronegócio, por exemplo, contratou 78 profissionais.

Todos os demais setores apresentaram resultado negativo quando o assunto é o emprego de mulheres. Demitiram, portanto, menos que contrataram. A indústria de transformação teve saldo de -60; o da administração pública, -36. A construção civil, setor considerado pelos economistas como o mais significativo para impulsionar melhoras da economia nacional, contratou 2.535 mulheres e demitiu 2.597, fechando o ano com saldo de - 62, portanto. O setor do comércio também encerrou 2018 no vermelho; com - 216, pois admitiu 30.627 pessoas e dispensou 30.843.

Paula Matos, 23 anos, estudante de enfermagem, foi ontem até a Casa do Trabalhador, localizada na avenida Assis de Vasconcelos, para dar entrada em seu seguro-desemprego. Ela faz parte do contingente de mulheres paraenses que ainda não conseguiram entrar no mercado de trabalho. "Sem dúvida, o preconceito contra a mulher ainda é muito grande. Das vezes que pude trabalhar, notei que os homens sempre conseguiam algum tipo de vantagem salarial, bônus, diferente das mulheres", critica.

De acordo com o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena, o resultado das novas contratações não representaram melhora do problema da desigualdade entre homens e mulheres. "Em alguns locais e setores de ocupação, a diferença salarial pode chegar a 40% entre homens e mulheres exercendo o mesmo tipo de serviço", afirma.