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Em Belém, inflação sobe 0,62% em fevereiro e tem maiores altas do país em alimentação e educação

Índice na capital paraense supera janeiro e é puxado principalmente pelo aumento de mensalidades escolares e preços de alimentos e bedidas

Fabyo Cruz

A inflação em Belém acelerou no mês de fevereiro e foi impulsionada principalmente pelos aumentos nos preços de educação e alimentação, que registraram as maiores altas entre as capitais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (12), os preços na capital paraense subiram 0,62% em fevereiro, resultado superior ao registrado em janeiro, quando a variação havia sido de 0,16%.

Com o desempenho do mês, a inflação acumula alta de 0,78% no ano e 2,77% nos últimos 12 meses em Belém.

Entre os grupos pesquisados, Educação teve a maior variação, com alta de 5,33%, seguida por Alimentação e bebidas, que avançou 1,75%. Essas duas categorias registraram as maiores altas entre as cidades pesquisadas no país, indicando uma pressão mais intensa sobre o custo de vida local nesses segmentos.

Os reajustes nas mensalidades escolares — comuns no início do ano letivo — explicam grande parte da alta do grupo Educação. Já no caso dos alimentos, a elevação reflete mudanças nos preços de itens consumidos diariamente pelas famílias.

Outros grupos registram queda ou alta moderada

Além dos dois grupos que mais pressionaram o índice, outros segmentos também apresentaram aumento de preços em fevereiro em Belém, embora em menor intensidade.

Foi o caso de Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,51%, Despesas pessoais, que subiram 0,33%, e Comunicação, com variação de 0,14%.

Por outro lado, alguns grupos registraram redução de preços, ajudando a conter uma alta ainda maior da inflação no mês. É o caso de Habitação (-0,26%), Artigos de residência (-0,29%), Transportes (-0,30%) e Vestuário (-0,73%).

Apesar dessas quedas, o aumento expressivo em educação e alimentação acabou puxando o índice geral para cima.

Inflação nacional também acelera

No cenário nacional, o IPCA registrou alta de 0,70% em fevereiro, também mostrando aceleração dos preços em relação ao mês anterior. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados anteriormente.

Assim como em Belém, Educação foi o principal responsável pela alta da inflação no país, com aumento de 5,21%, respondendo por 0,31 ponto percentual do índice do mês.

Os reajustes ocorreram principalmente nas mensalidades escolares, que costumam ser atualizadas no início do ano. Entre os aumentos mais expressivos registrados estão ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

Em seguida, o grupo Transportes também teve impacto relevante no resultado nacional, com variação de 0,74%.

Pressão maior em alimentos e educação em Belém

Os dados indicam que, na capital paraense, dois itens essenciais do orçamento das famílias tiveram um peso ainda mais forte do que no restante do país.

O aumento nos alimentos afeta diretamente o custo de vida da população, especialmente entre famílias de renda mais baixa, que destinam maior parte do orçamento à compra de comida.

Já o avanço em educação ocorre principalmente por causa dos reajustes anuais das mensalidades escolares, que costumam entrar em vigor no início do calendário letivo.

Inflação em Belém – Fevereiro de 2026

Índice geral: 0,62%

Maiores altas

  • Educação: 5,33%
  • Alimentação e bebidas: 1,75%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,51%

Altas moderadas

  • Despesas pessoais: 0,33%
  • Comunicação: 0,14%

Quedas

  • Vestuário: -0,73%
  • Transportes: -0,30%
  • Artigos de residência: -0,29%
  • Habitação: -0,26%

Acumulados

  • No ano: 0,78%
  • Em 12 meses: 2,77%