Dia das Mães anima comércio em Belém e aumenta a expectativa otimista de lojistas
Setor se prepara para grande movimento de consumidores que já iniciaram as compras para a data
O Dia das Mães é a segunda data mais forte do varejo no país, só fica atrás do Natal, afirmam os comerciários. Em Belém, a pesquisa por preços e mesmo as compras, de fato, já começaram. Na última quinta-feira (30), um dia antes dos shopping centers fecharem por causa do feriado do Dia do Trabalhador (1º), consumidores e gerentes de lojas estavam animados com as compras e as vendas, respectivamente.
Diretor do Sindilojas (Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Belém), Muzaffar Said destaca: “A expectativa para o Dia das Mães é muito positiva. As lojas devem aumentar o quadro de funcionários, vão contratar trabalhadores temporários para atender esse grande movimento que todos os lojistas esperam para o mês de maio”.
“As lojas de rua, o centro comercial e outros, como o shopping, devem liderar esse movimento. Todos os segmentos de venda vão ter grande movimento. Os itens mais vendidos devem ser vestuário, calçados e cosméticos”, afirma ele, que considera que os itens de presentes mais vendidos devem ter valores entre R$ 49,90 a R$ 300.
Ellen Gonzaga é gerente de uma loja de calçados e bolsas femininas, há cinco anos, no shopping center do bairro do Reduto, em Belém. Ela afirmou que já aumentou a frequência de filhos à procura de peças para as mães. A loja não tem promoção este ano, mas Elen garantiu que os preços estão acessíveis.
"Temos rasteirinhas a partir de R$ 49,90, bolsas de R$ 19,90, kits presenteáveis a partir de R$ 129,90. O kit inclui a embalagem, que é a caixa de presente, e a gente monta o kit na hora, de acordo com a intenção dos filhos. Um kit pode ter uma sandalinha rasteira e um sapato de salto. A nossa loja está recheada de produtos”, afirmou a gerente.
Ana Carolina Freire gerencia uma loja de roupas exclusivas para mulheres, também no shopping center do Reduto. Ela disse que a equipe “já sentiu um aumento nas vendas nas últimas semanas. A gente veio de um movimento em relação à Páscoa, e agora estamos com uma performance positiva dentro do nosso projeto de cota para esse Mês das Mães, é o segundo Natal do varejo”.
Ela observou que a loja aposta nas promoções com preços especiais. “As nossas t-shirts (camisas com mangas curtas) saem com 20% de desconto, a média, e se for uma mãe que gosta de usar uma t-shirt mais descolada, já dá R$ 160 reais. Tudo depende do gosto, se a mãe quer um vestido mais artesanal, mais único, temos peças com ticket médio de R$ 1.500, R$ 1.600, e elas saem porque as mães merecem”, disse Ana Carolina.
"Eu não tenho mais minha mãe, mas me auto-presenteio e estou fazendo isso esta semana”, contou a representante de vendas de artigos diversos, Márcia Montenegro. Ela comprou um sapato por R$ 429 em uma loja de calçados no shopping na noite da sexta-feira (1º), e havia comprado também uma calça jeans, de R$ 599 e um cinto de R$ 379.
Márcia é mãe de Letícia de 22 e Júnior de 27, e afirmou que eles sabem que ela se auto-presenteia, e mesmo assim, vão comprar presentes para ela. “Meus filhos são maravilhosos. “Como eu tenho várias responsabilidades, eu compro parcelado. Aqui na loja, por exemplo, estou comprando com o máximo de seis parcelas, mas em compensação eu pago tudo em dia”.
A advogada, Karla Micucci, acompanhada do filho Victor, de 16 anos, procurava no shopping um presente para uma amiga dela. Karla contou que costuma dar presentes pelo Dia das Mães para a mãe, à sogra e gosta de ganhar também.
“Gosto de presenteá-las com coisas pessoais, como acessórios, confecção, calçado, bolsa, roupa. Mas, a minha mãe, por incrível que pareça, adora coisas para o lar. O meu presente é o Victor e o pai que compram”, contou a advogada.
Por sua vez, Victor, que é filho único, disse que é desafiador presentear a mãe, por ela ter gostos específicos, mas o jovem enfatizou que mais que presentear, é importante manter uma boa relação de mãe e filho.
“Eu sempre converso com o meu pai para ver o que vou dar, para ela gostar do presente, porque é algo que vai além do material. Eu considero que tenho uma relação boa e aberta com a minha mãe e o meu pai, eles me apoiam e acho que isso é mais verdadeiro, mais importante, do que só dar o presente”, afirmou o adolescente, disse Victor.
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