Com Copa e classificação do Brasil, venda de produtos esportivos crescem em Belém
A temporada do mundial tem aquecido a busca por camisas, chuteiras e bolas, refletindo maior faturamento dos lojistas
As vendas de produtos esportivos registraram aumento superior a 60% em lojas de Belém, impulsionadas pela proximidade de eventos ligados ao futebol e pela maior procura por itens como camisas, chuteiras e bolas. Segundo lojistas, o movimento tem elevado o fluxo de clientes e o faturamento em comparação a períodos sem grandes competições esportivas, com crescimento que chega a até 100% em alguns casos. As vendas devem seguir aquecidas com a classificação da seleção brasileira para as oitavas de final, confirmada no jogo da última segunda-feira (29).
O empresário Karim Said Daou, que administra uma loja de produtos esportivos no centro de Belém, afirma que o período tem sido positivo para os lojistas do setor. Segundo ele, a Copa do Mundo impulsionou a procura por artigos esportivos, com destaque para as camisas da seleção brasileira, que lideram a preferência dos clientes. Segundo o empresário, as camisas da seleção brasileira custam, em média, entre R$ 159 e R$ 179, dependendo do modelo.
Ele afirma ainda que o aumento da demanda começou cerca de dois meses antes do início do Mundial e segue aquecido durante a competição. "Houve um aumento de 60% a 70% nas vendas de bolas, chuteiras e, principalmente, de camisas do Brasil. Faltando cerca de dois meses para o início da Copa, a procura já começou a crescer. Quanto mais o torneio se aproximava e os jogos aconteciam, mais as pessoas compravam. As camisas do Brasil estão sendo nosso carro chefe de vendas”, comemora o empresário.
Aumento crescente de vendas
As vendas não estagnaram, mesmo após o início da Copa do Mundo e com as seleções já em campo. Pelo contrário. Karim afirma que, à medida que a seleção brasileira avança na competição, a procura dos clientes por produtos esportivos também aumenta. "O impacto da Copa é muito positivo. Quanto mais o Brasil vence e avança de fase, mais as nossas vendas aumentam, porque a população passa a acreditar ainda mais na seleção e entra no clima da Copa", reforça Karim.
“A gente sempre faz uma estimativa com base nas últimas Copas do Mundo. Analisamos o histórico de vendas e nos antecipamos no período de pedidos. Cerca de dois ou três meses antes da Copa, já fazemos encomendas de camisas, bolas e outros produtos, justamente para nos preparar para esse aumento nas vendas, que sempre acontece nessa época", acrescenta Karim, ao comentar que se antecipa nos pedidos para dar conta da demanda.
Clientes variados
Karim também comenta que o perfil dos clientes é variado, incluindo adultos, jovens, crianças e até escolinhas de futebol. “Várias escolinhas de futebol passaram a realizar campeonatos inspirados na Copa do Mundo. Elas dividiram as equipes por seleções e começaram a comprar coletes, bolas e, especialmente, camisas do Brasil. A gente tem desde uma criança de 5 anos querendo comprar uma chuteira ou uma camisa até um adulto de 40, 50 ou 60 anos. Então, é um público de todas as faixas etárias", relata.
Setor promissor
Até para quem começou a empreender no setor esportivo há pouco tempo, a Copa do Mundo já tem impulsionado as vendas. É o caso do empreendedor Lázaro Neto, que inaugurou uma loja física, em Belém, especializada em camisas esportivas há apenas seis meses. Desde o início do campeonato, ele registrou um aumento na procura pelos produtos. E relata que chegou a esgotar o estoque diversas vezes, sendo necessário fazer reposição para garantir a demanda de clientes.
“Em algumas semanas, os produtos acabavam em apenas três dias. Foi a minha primeira Copa, então eu não tinha experiência, mas, mesmo assim, tive um aumento expressivo no faturamento, principalmente nas duas semanas que antecederam a estreia do Brasil. Não posso afirmar se nas Copas anteriores foi da mesma forma, mas, conversando com outros lojistas, eles disseram que o movimento nesta edição foi maior do que na última", pontua.
Lázaro pontua, ainda, que houve um aumento de 100% em maio e de 150% em junho, na comparação com os meses de janeiro a abril. Segundo ele, o setor é bastante promissor. “Meu sonho seria uma Copa todo ano. Acho que por falta de experiência, e estar começando, não faturei mais, mas, na próxima, estarei mais preparado", relata o empreendedor, que afirma ter resultados bastante positivos.
Copa é sinônimo de camisa nova
Para a comerciante Mariele Farias, torcer pela seleção brasileira vestindo a camisa do Brasil é tradição. Neste ano, ela ainda pesquisa os preços antes de decidir a compra. "Eu gosto muito de comprar. Gosto de torcer pela seleção usando a camisa, de representar o Brasil. Este ano ainda estou procurando a minha, mas ainda não encontrei a que eu quero. Também estou buscando um preço mais em conta", comenta ela.
"Eu procuro comprar em um lugar mais em conta, mas, nesse período, os preços aumentam. Também tem muita oferta de camisas por causa da Copa. Em todo lugar que a gente passa, encontra a camisa do Brasil à venda. Quando compro, não é só para mim. Levo também para o meu filho, minhas irmãs e o restante da família. Ninguém fica sem camisa. A gente tem que assistir aos jogos e torcer todo mundo vestido com a camisa do Brasil", completa.
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