Belém lidera inflação da alimentação entre as capitais, diz IBGE
Levantamento faz parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil
Segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a capital paraense registrou, em abril, 2,39% de inflação nas bebidas e alimentos, a maior taxa entre as capitais pesquisadas. Puxada pela categoria, a inflação geral na capital paraense ficou acima da média nacional, de 0,67%, registrando 1,08%. Os dados são do Índice de preços ao consumidor, o IPCA.
Belém lidera inflação dos alimentos entre as capitais
Segundo o levantamento do IBGE, Belém teve o maior aumento de preços no grupo alimentação e bebidas entre todas as capitais pesquisadas em abril. Com alta de 2,39%, a capital paraense ficou bem acima do resultado do Brasil, que registrou 1,34%.
O resultado coloca a capital paraense no topo da pressão inflacionária dos alimentos no país, seguido de Campo Grande (MS), com aumento de 1,86%, São Luís (MA), com 1,66% e Belo Horizonte (MG), com 1,61.
- Belém (PA): 2,39
- Campo Grande (MS): 1,86.
- São Luís (MA): 1,66.
- Belo Horizonte (MG): 1,61.
- Porto Alegre (RS): 1,59.
- Goiânia (GO): 1,55.
- Aracaju (SE): 1,54.
- Rio Branco (AC): 1,44.
- Curitiba (PR): 1,35.
Em nível nacional, o grupo de alimentos e bebidas subiu 1,34% em abril, com impacto de 0,29 ponto percentual no IPCA. Dentro desse grupo, a alimentação dentro de casa avançou 1,64%.
Entre os principais aumentos no país estão:
- Cenoura: +26,63%
- Leite longa vida: +13,66%
- Cebola: +11,76%
- Tomate: +6,13%
- Carnes: +1,59%
- Apesar das altas, alguns itens ajudaram a conter a inflação, como o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%)
Outros aumentos
Além dos alimentos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a inflação em Belém foi influenciada pelas altas em Saúde e cuidados pessoais (1,37%) e Comunicação (0,85%), enquanto o segmento de Educação ofereceu o único alívio aos consumidores, registrando uma variação negativa de 0,15%.
- Alimentação e bebidas: 2,39
- Saúde e cuidados pessoais: 1,37
- Comunicação: 0,85
- Habitação: 0,71
- Artigos de residência: 0,65
- Vestuário: 0,38
- Despesas pessoais: 0,21
- Transportes: 0,20
- Educação: -0,15 (único grupo com deflação no período)
Especialista
Para o professor de Economia da UFPA, Douglas Alencar, os dados mostram que, mesmo com leve desaceleração em relação a março, o custo de vida segue elevado na capital. Para ele, os dados reforçam que, na capital paraense, a pressão inflacionária esteve muito mais concentrada nos itens básicos de consumo cotidiano, especialmente alimentação e custos ligados à manutenção das famílias.
“Mesmo com alguma desaceleração frente ao mês anterior, a inflação ainda permanece em patamar elevado, reduzindo o poder de compra e dificultando o consumo das famílias. Isso mostra forte pressão sobre a cesta básica, especialmente para as famílias de menor renda”, afirmou.
Ainda segundo o especialista, além da guerra, que pressionao custo dos combustíveis, diversas questões influenciam nesse aumento. “O clima, sazonalidade da produção, aumento dos preços dos combustiveis, aumento dos preços dos fertilizantes, tudo isso aumenta os preços dos alimentos. Além disso estamos exportanto carne para o exterior, isso pode ter colaborado”, diz.
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