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Belém está entre as piores capitais para viver no Brasil e fica atrás de Manaus, Palmas e Boa Vista

Capital paraense aparece entre os últimos lugares no Índice de Progresso Social (IPS) 2026; Porto Velho tem o pior desempenho do país, enquanto Manaus lidera na região Norte

Jéssica Nascimento

Belém aparece entre as capitais brasileiras com pior qualidade de vida no Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgado nesta quarta-feira (19). A capital paraense ficou atrás de outras cidades da região Norte, como Manaus, Palmas e Boa Vista, evidenciando desafios em áreas essenciais como bem-estar, infraestrutura e oportunidades. No ranking nacional, Curitiba lidera como a melhor capital para viver, enquanto Porto Velho ocupa a última posição.

Belém perde espaço entre capitais do Norte

O levantamento do IPS 2026, que avalia a qualidade de vida nas 27 capitais brasileiras, mostra um cenário desfavorável para Belém. A capital do Pará aparece atrás de outras cidades nortistas no desempenho geral do índice, ficando abaixo de capitais como Manaus, Palmas e Boa Vista.

O estudo mede a capacidade dos municípios de atender necessidades básicas da população, garantir bem-estar e ampliar oportunidades. Para isso, utiliza 57 indicadores sociais e ambientais distribuídos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.

Embora Belém seja um dos principais centros econômicos da Amazônia, o resultado sugere que fatores relacionados à infraestrutura urbana, acesso a serviços essenciais, segurança, educação e inclusão social ainda representam entraves para a qualidade de vida da população.

Manaus, Palmas e Boa Vista superam Belém

Entre as capitais da região Norte, Manaus, Palmas e Boa Vista tiveram desempenho superior ao de Belém no IPS 2026, indicando melhores resultados em aspectos considerados fundamentais para o bem-estar da população.

O levantamento busca mostrar que desenvolvimento econômico, sozinho, não garante melhor qualidade de vida. A metodologia do IPS considera indicadores ligados a saneamento, moradia, saúde, educação, segurança, meio ambiente e acesso a direitos.

Porto Velho tem pior resultado do país

Na outra ponta do ranking nacional, Porto Velho, em Rondônia, apareceu como a pior capital para viver no Brasil, com 58,59 pontos.

A capital rondoniense apresentou dificuldades especialmente em infraestrutura urbana e serviços básicos. No componente Água e Saneamento, por exemplo, obteve nota 35,42 — uma das menores do país. Dados do IBGE mostram que apenas 21,95% da população possui acesso ao esgotamento sanitário adequado.

Porto Velho também registrou baixo desempenho em Segurança Pessoal, com nota 47,19, e em Qualidade do Meio Ambiente, com 43,02 pontos. O índice considera fatores como homicídios, mortes no trânsito, focos de calor e vulnerabilidade climática.

Apesar do resultado negativo, a cidade teve desempenho relativamente melhor no acesso à educação superior, com nota 67,23.

Curitiba lidera ranking nacional

No topo da lista está Curitiba, apontada como a melhor capital para viver no Brasil, com 71,29 pontos no IPS 2026.

O bom desempenho da capital paranaense está associado a indicadores de saneamento, moradia, educação e inclusão social. A cidade obteve nota 86,26 em Água e Saneamento e 92,42 em Moradia, dois dos melhores resultados do levantamento.

Dados do IBGE ajudam a explicar o desempenho: Curitiba possui cobertura de esgotamento sanitário de 96,91%, arborização em mais de 85% das vias públicas, taxa de escolarização de 98,48% entre crianças de 6 a 14 anos e Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,823.

Mesmo liderando o ranking nacional, a cidade ainda apresenta desafios. O componente Saúde e Bem-estar recebeu nota 44,07, enquanto Direitos Individuais teve pontuação de 26,36, indicando fragilidades relacionadas à inclusão, violência e acesso a direitos.

O que mede o IPS

O Índice de Progresso Social (IPS) avalia a capacidade dos municípios de garantir qualidade de vida à população para além da renda ou do tamanho econômico.

O levantamento considera dados públicos relacionados à moradia, educação, saúde, segurança, inclusão social, meio ambiente e acesso a direitos, com o objetivo de medir o nível de desenvolvimento social efetivamente percebido pela população.