Até R$ 750 mil faturados: lojas do comércio de Belém podem aumentar vendas em até 50% no Carnaval
Carnaval antecipado aquece comércio popular no início de fevereiro
No terceiro dia do mês de fevereiro, o centro comercial de Belém já vive o clima intenso do Carnaval. Lojas especializadas em fantasias, tecidos, pedrarias e adereços registram movimento acima do esperado, impulsionado pela antecipação da festa e pela busca crescente por fantasias feitas à mão.
Com vendas distribuídas desde janeiro e expectativa de crescimento que pode chegar a 50%, comerciantes comemoram o bom desempenho, enquanto consumidores aproveitam preços acessíveis para garantir os últimos detalhes da folia.
Carnaval mais cedo muda ritmo das vendas
Segundo lojistas, o fato de o Carnaval acontecer mais cedo em 2026 alterou o comportamento do consumidor. As compras começaram ainda em janeiro, mas ganharam força neste início de fevereiro, principalmente com a chegada dos blocos de rua.
“Como o carnaval é mais cedo este ano, a tendência é a venda ser mais espalhada durante janeiro e começo de fevereiro”, explica Junior Halliday, proprietário de uma loja de fantasias e itens carnavalescos no centro comercial de Belém.
Escolas de samba e carnaval de rua puxam faturamento
De acordo com Junior Halliday, as vendas são divididas entre dois públicos principais: escolas de samba e foliões do carnaval de rua.
“A nossa venda é dividida em boa parte em escola de samba e a outra metade em carnaval de rua”, afirma. Ele destaca ainda que as escolas de samba do interior do Pará têm sido mais ativas do que as da capital.
“A gente vê que as escolas de samba do interior são mais fortes que as escolas de samba da capital.”
Entre os itens mais procurados pelas agremiações estão galões, tecidos e pedrarias. Já para o carnaval de rua, o destaque fica para tiaras e fantasias prontas.
A projeção para este ano é otimista. Segundo Junior Halliday, as vendas para escolas de samba devem dobrar em relação ao ano passado, enquanto o carnaval de rua pode registrar crescimento entre 40% e 50%.
“No ano passado, a gente vendeu para escolas de samba cerca de R$ 350 mil e para carnaval de rua algo entre R$ 400 mil e R$ 500 mil”, detalha o comerciante.
Movimento intenso e preços estáveis
Em outra loja do centro comercial, o gerente de vendas Cleoson Moreira também avalia o cenário como positivo. “As vendas estão muito boas. O movimento tá bastante alto e eu acho que essa semana também vai dar uma aumentada”, diz.
Entre os itens mais procurados estão franjas de paetês e strass adesivos para o rosto. “O preço se mantém. Não sofreu reajuste em relação ao ano passado”, garante Cleoson.
Segundo ele, a franja de paetê custa R$ 15 o metro, enquanto a peça com 10 metros sai por R$ 100. Já o strass com 100 adesivos custa R$ 200.
Apesar do bom desempenho, ele pondera que em 2025 o Carnaval ocorreu em março. “Ano passado teve um mês a mais de venda”, lembra.
Consumidores aproveitam para economizar
Quem passa pelo comércio busca alegria, mas também economia. A aposentada Maria Nacif voltou ao centro comercial depois de anos para garantir adereços carnavalescos.
“Amo carnaval. Vim procurar algo pra acabar de me alegrar porque eu sou alegre. Vou cair na folia”, conta. Para ela, os preços estão acessíveis. “Depende do que você vai levar, né? Pretendo gastar o mínimo possível.”
O cobrador de ônibus Augusto Lavareda preferiu resolver tudo de uma vez. “Eu sempre compro aqui no comércio porque há uns itens bem baratos”, afirma.
Procurando pedrarias, ele já gastou entre R$ 50 e R$ 60. “Já tenho uns três abadás prontos. Acho que hoje é a única compra. Pretendo comprar tudo e já deixar pro mês”, contou.
Para quem trabalha com costura e artesanato, o comércio físico ainda é a melhor opção. A costureira e artesã Tatiane Silva começou as compras logo no início de janeiro.
“Eu compro mais miçanga, paetê e corrente. Tá mais na moda agora”, relata. Segundo ela, o gasto médio já chega a R$ 200.
“Achei o preço bem em conta. É melhor comprar no comércio porque a gente escolhe, a gente pega. Eu não gosto muito de comprar pela internet”, disse.
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