Após COP 30, Pará opera em novo patamar econômico e consolida pequenos negócios, diz Sebrae
Embora empresários relatem uma redução no ritmo de vendas pós-COP, o Sebrae Pará defende que os índices 'não desceram ao nível anterior'
A economia do Pará alcançou uma nova estrutura de mercado após a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30) em Belém. Embora empresários locais relatem uma redução no ritmo de vendas após o término do evento global, o Sebrae Pará avalia que o principal legado consolidado foi a inserção e preparação dos empreendedores para o mercado internacional.
Segundo o diretor-superintendente do Sebrae Pará, Rubens Magno, a oscilação no movimento comercial após a conferência ambiental era esperada.
"É um processo natural ter picos de onda, cíclicas, quando vem um evento desse porte. Tivemos o Círio de Nazaré, que já é uma movimentação financeira gigante, e logo depois a COP. Tivemos dois Círios, basicamente. Depois do pico, vem a queda, o que é natural. Mas essa queda não voltou aos patamares de antes da COP", ponderou, em entrevista ao Grupo Liberal.
Magno ressaltou que indicadores de segmentos específicos comprovam a sustentação desse novo momento econômico na capital paraense. "Os hotéis, por exemplo, não desceram ao nível anterior. Estamos em um novo patamar. Precisamos continuar fomentando a vinda de pessoas para cá", defendeu o diretor, apontando a qualificação dos pequenos negócios da Amazônia como a maior conquista da conferência.
Como a mudança de mentalidade abriu as portas para o mercado externo
A adequação às exigências estrangeiras transformou a dinâmica de atendimento da região.
"Um dos legados foi forçar o empreendedor a se adequar a uma pauta internacional. Outro é entender a Amazônia e que muitos pequenos negócios, que nunca tinham tido a experiência com estrangeiros, são capazes de grandes operações. O Pará foi colocado na pauta mundial. Deixamos equipamentos, mas o maior legado foi a mudança de ‘mindset’ [mentalidade]. Entender que o gringo não é um bicho de sete cabeças", afirmou o superintendente.
Essa consolidação econômica tem como pilar o avanço do empreendedorismo feminino, que lidera as estatísticas de abertura de empresas no estado. "A maioria dos pequenos negócios do Pará é dirigida por mulheres", explicou Rubens Magno, destacando a evolução nos serviços da instituição. "Em 2019, tínhamos 147 mil atendimentos por ano. Com a estratégia de capilarização, o ano passado chegamos a mais de 1,2 milhão de atendimentos. Desses, 57% foram para mulheres. Precisamos fortalecer essa categoria para garantir a perenidade dos negócios", finalizou.
A entrevista completa você pode assistir no YouTube de O Liberal:
Palavras-chave