5kg a R$ 112,50: caqui entra na safra em Belém, mas oferta ainda é tímida
Fruta típica do outono começa a ganhar espaço nas feiras, com preços variando e oferta ainda irregular na capital paraense
A safra do caqui já começou em Belém e promete aquecer as vendas nas próximas semanas, mas ainda há divergências entre o que chega às feiras e a percepção dos consumidores. Enquanto vendedores relatam aumento na oferta e expectativa de crescimento nas vendas, parte da população afirma não encontrar a fruta com facilidade nos mercados da capital.
Dados da Ceasa-PA mostram preço médio elevado em março, enquanto que o auge da safra no Brasil ocorre entre abril e maio, período em que a fruta tende a ficar mais doce e acessível.
Preço e movimentação ainda tímida
Segundo a Central de Abastecimento do Pará (Ceasa-PA), a caixa de 5 kg do caqui está com preço médio de R$ 112,50 em março. Entre os dias 1º e 23 deste mês, foram comercializados 1.380 kg da fruta em Belém.
Apesar disso, o volume ainda é considerado baixo para o período inicial da safra, o que ajuda a explicar a percepção de escassez por parte de alguns consumidores.
Safra começa agora e deve ganhar força
De acordo com informações do Sebrae, o caqui é uma fruta típica do outono brasileiro, com safra que vai de fevereiro a julho e pico de produção entre março e maio. É justamente nesse período que o fruto atinge melhor sabor, maior valor nutricional e preços mais baixos.
Em Belém, porém, a chegada mais intensa da fruta é recente. O vendedor Josué Messias, da Feira da 25, afirma que o produto começou a aparecer com mais força neste mês.
“O caqui tá na safra. Ele entrou na safra em Belém agora em 12 de março. E a safra vai até abril”, explica.
Oferta nas feiras cresce, mas ainda enfrenta desafios
Na Feira da 25, localizada na avenida Romulo Maiorana, o caqui já começa a ocupar espaço nas bancas. Os preços variam conforme tamanho e qualidade.
Josué Messias relata boa procura pela fruta, especialmente pela variedade mais madura.
“A unidade do caqui tá R$ 3 e dois caquis saem por R$ 5. O caqui tem bastante no mercado. É uma das frutas que mais tem agora. O caqui é o queridinho. O que mais se procura e o que mais tá se vendendo”, afirma.
Ele também destaca a preferência dos consumidores.
“Os clientes procuram mais o caqui vermelho, mas tem gente que procura o caqui alaranjado também, que é mais durinho”, revela.
Apesar da oferta crescente, o comerciante aponta dificuldades na qualidade do produto recebido: “Pra gente aqui da Feira da 25, eu procuro sempre o caqui de qualidade, mas quando eu vou comprar normalmente tá muito ruim. É muita perda.”
Já o vendedor Elias Silva apresenta uma visão mais cautelosa sobre o momento do mercado. “A safra do caqui começou há pouco tempo, mais ou menos há uma semana”, informa.
Ele também destaca a variação de preços.
“Aqui eu vendo a unidade do caqui a R$ 2. Por aí tem duas unidades por R$ 5, três unidades por R$ 5. Vai variando por causa do tamanho, vai variando por causa da qualidade”, avalia.
Segundo Elias, as vendas ainda não engrenaram. “As vendas atuais estão fracas. Trouxe uma caixinha desde segunda e hoje é quinta e ainda tem caqui”, analisa.
Consumidores ainda sentem falta da fruta
Apesar da chegada da safra, muitos consumidores afirmam não encontrar o caqui com facilidade em Belém.
O cientista da computação Nilzomar Rosário relata dificuldade para encontrar a fruta neste ano.
“Eu não tenho visto muito caqui nesta época do ano, mas lá em casa todo mundo gosta e sempre quando tem, eu compro”, observa.
Ele reforça a sensação de baixa oferta. “Neste ano, eu ainda não vi tanto caqui por Belém”, disse.
Já o motorista Pedro Souza também percebe a ausência do produto nas prateleiras: “Tô sentindo falta do caqui no mercado. No momento, eu não tenho comprado caqui, mas gosto de caqui.”
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