Os consumidores paraenses devem se preparar para pagar mais por produtos típicos das ceias de Natal e Ano Novo, como panetones, roscas, chocotones, e outros itens em chocolate. Isso porque esses alimentos tiveram reajustes generalizados acima da inflação dos últimos 12 meses, calculada em 6,5%, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA).
Segundo a pesquisa, apesar da grande oferta de panetones e similares tanto em lojas especializadas quanto em supermercados e redes de varejo, há uma grande variação de preços influenciada por fatores como o local de compra, a marca, o peso e o sabor. Os panetones tradicionais com frutas cristalizadas com peso de 400g, por exemplo, podem ser encontrados com preços que vão de R$ 11,99 a R$ 24,39 em Belém. Já os panetones de 400g com gotas de chocolate são encontrados custando de R$ 13,85 a 29,99.
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Os valores mais elevados foram observados para os chocotones de 500g, cuja variação de preço é de R$ 28,95 a R$ 39,99. A flutuação pode ser ainda maior em lojas especializadas em itens festivos e produtos de chocolate, onde os preços praticados podem chegar a até R$ 180. A alternativa para economizar pode ser buscar estabelecimentos como panificadoras e outros empreendimentos com produção artesanal. Nesse tipo de local, o preço médio do panetone de 400g seja com frutas ou chocolate está estimado em R$ 17.
Em uma tradicional panificadora do bairro de Batista Campos, a gerente do estabelecimento, Odineia Almeida, conta que há produção de roscas e rabanadas em todas as épocas, mas a oferta de panetones, chocotones e colombas vai iniciar somente em dezembro. Com a proximidade das festas, já foi realizado levantamento de custos e a previsão é que os preços estarão mais elevados na comparação com 2021.
No local, os valores praticados foram definidos da seguinte forma: os panetones custarão de R$ 6 a R$ 19, os chocotones de R$ 9 a R$ 25, os panetones trufados variam de R$ 11,50 a R$ 32 e as roscas natalinas custam de R$ 9 a R$ 32, conforme o peso ou tamanho do produto. “Precisamos fazer um reajuste de 10% a 12% no máximo em relação ao ano passado. O principal motivo é o trigo que aumentou em torno de 20% a 27% durante o ano, isso pesou tanto no preço do pão quanto dos produtos natalinos”, explica Odineia.
Apesar disso, a gerente está otimista de que os consumidores não vão abrir mão das compras mesmo com preços mais caros. “Esse vai ser o primeiro Natal pós-pandemia, então temos expectativas muito boas em relação às vendas nesse período”, destaca.
