Com paraenses no elenco, 'Estrelas da Casa' estreia com novo formato focado em grupos musicais
Representando o Pará, o cantor pop Álec e a sambista Julliana Franco disputam o apoio do público para entrar na nova temporada comandada por Ana Clara na TV Globo
O reality show Estrelas da Casa, da TV Globo, estreia sua terceira temporada na próxima terça-feira, 25. Assim como foi na edição anterior, nesta teremos dois representantes paraenses: Álec e Julliana Franco.
A dupla que representa o pop e o pagode, respectivamente, já está disputando a preferência do público. No site do Gshow, o público está votando para escolher uma candidata e um candidato do pagode, e também uma candidata e um candidato do pop, para entrar no reality musical.
Representante do pop, Álec é natural de Ananindeua. Conhecido na infância como o “Michael Jackson do Pará”, o cantor trabalha profissionalmente há três anos, com passagens por palcos de todo o estado. Iniciou sua trajetória em corais de igreja e festivais gospel, soma duas composições autorais lançadas e recente formação em teatro musical. Filho de mãe cantora e pai dançarino, cita a cantora Joelma entre suas maiores referências artísticas.
Diretamente da capital paraense, Julliana Franco leva a força da música do Norte ao reality show. Com anos de estrada nos bares e palcos de Belém, a cantora e compositora cresceu envolvida pelo samba por influência do pai tecladista. Ao lado da mãe, ela toca violão e lidera o "Pagode com as Meninas", grupo com passagem marcante na abertura de shows de ícones como Péricles e Thiaguinho.
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Durante os teasers liberados nas redes sociais para a apresentação dos participantes, os contatos com os mentores já demonstraram características de suas personalidades. Álec, por exemplo, mostrou-se mais expansivo: durante a apresentação para Anitta e Junior, ele afastou o microfone da boca de outro participante enquanto o colega cantava para poder cantar em seu lugar.
"Amor, não rouba minha parte, não!", dispara o paraense ao final.
Por outro lado, Julliana demonstrou um perfil mais tímido, traço que foi logo notado pelo mentor Belo e pela coreógrafa Alline Azevedo. "A Ju é mais retraída, mais tímida, mas a gente vai soltar essa leoa que tem aí dentro", prometeu a coreógrafa.
A pagodeira já tinha destacado em entrevista ao Grupo Liberal que sua timidez pode ser interpretada de outra forma: “Eu sou bastante calma e eu espero que as pessoas não achem que eu sou uma planta. Mas tem a hora também que a gente precisa se posicionar, né? Então tem um equilíbrio ali entre a calma e a hora de se posicionar. Também tem um equilíbrio.”
Sob a apresentação de Ana Clara, a terceira temporada do reality acompanha a formação de grupos nos gêneros pop e pagode. Na dinâmica, os cantores serão desafiados a conciliar suas identidades individuais com o trabalho em equipe. O processo conta com a mentoria de Belo (Pagode) e Junior (Pop), que oferecem o suporte de suas trajetórias na indústria fonográfica, além do olhar estratégico da cantora Anitta como conselheira do programa.
A nova proposta amplia a experiência do público e dos participantes ao destacar dois gêneros de grande apelo nacional: o pop e o pagode. Para o Pará, o projeto ganha relevância ainda maior ao duplicar as chances de representatividade do estado na competição.
“Fazer o processo do programa foi a primeira vez que eu saí do estado. Está sendo muito surreal, muito incrível, mas muito real também, porque parece tudo muito louco, mas eu sei que eu já estava destinado a isso, sabe? Eu sentia e eu manifestava muito isso: uma hora alguém vai me achar e as coisas vão acontecer. E está acontecendo”, conta Álec.
Diferente do colega de bancada, Julliana Franco traz na bagagem uma longa trajetória artística, construída em parceria constante com a família.
“Me vi artista no momento em que eu consegui enxergar a divisão entre não só gostar de música, mas me tornar uma artista; foi o momento em que eu escolhi o que eu queria cantar, o que eu queria fazer. Porque a minha família me deu muitas opções de estilos, mas a escolha de cantar pagode e samba veio de mim. Da minha identidade ao cantar, o meu jeito de me comportar no palco e toda essa minha expressão, ela veio de mim. A partir desse momento em que eu escolhi o que eu queria fazer, o que eu queria cantar, eu me tornei a artista que eu queria ser”, relembra a cantora.
Para Belo, mentor do gênero pagode, a criação de uma banda se assemelha às relações afetivas mais íntimas. "Costumo comparar a formação de um grupo a uma família ou a um casamento, dada a intensidade da convivência na estrada", pontua. Já Junior, mentor do segmento pop, destaca que a maior complexidade do processo está no fator intangível. "O maior desafio é encontrar a química: entender como as vozes se somam, a combinação estética e se os artistas se complementam no palco", reflete o músico.
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