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‘Sapatofone’: Sucesso nas redes de Isis Vieira, ganha série original com humor e ficção no Youtube

Produção paraense terá quatro episódios de 10 minutos e reúne influenciadores em uma narrativa ficcional cheia de humor

Amanda Martins
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Um pequeno sapato infantil que fazia ligações para celebridades deixou de ser apenas uma brincadeira das redes sociais para ganhar um universo próprio. O ‘Sapatofone’, conteúdo viral criado pela influenciadora paraense Isis Vieira, está se tornando uma série original para o Youtube. As gravações começaram neste mês de agosto e a estreia deve ocorrer em outubro na página do Com Farinha Produções. Ao todo, serão quatro episódios de cerca de dez minutos cada.

A ideia nasceu de forma despretensiosa, quando a maternidade passou a fazer parte da rotina de Isis. O sapatinho usado nas gravações pertence ao filho dela, Isaac, de dois anos, e foi justamente a interação do público que transformou os vídeos em uma narrativa cada vez maior. 

“Eu criava meus monólogos e os seguidores iam perguntando: ‘Não vai fazer isso?’. ‘ Não vai fazer aquilo?’. Até que eu olhei para os meninos e falei: ‘Gente, bora fazer uma série?’”, conta Isis Vieira, atriz e produtora executiva do projeto.

Segundo ela, a série também marca um retorno ao audiovisual ao lado da equipe que participou de ‘Encantada do Brega’, produção lançada há mais de uma década pelo coletivo paraense.

“É ansiedade para ver esse filho nascer. Tem muita história por aí e eu estou muito feliz de voltar a fazer audiovisual com essa equipe”, afirma. 

Uma influenciadora, um mafioso e um telefone em forma de sapato

Na série, Isis interpreta Angela Estrela, uma influenciadora digital e vendedora determinada a realizar o sonho de abrir a própria loja. O plano muda de rumo quando ela cruza o caminho de um mafioso que controla a casa de apostas Suçuarana e exerce influência sobre todos ao seu redor.

Para enfrentar esse império, Angela recorre à sua arma mais improvável: o Sapatofone. Por meio do pequeno telefone, ela recebe informações de uma fonte secreta que revela pistas, segredos e estratégias para desmontar o esquema. 

A trama mistura humor, suspense e situações absurdas em uma narrativa ficcional inspirada no universo criado por Isis na internet.

Ela explica que a personagem foi construída do zero, mas carrega uma homenagem pessoal. Angela recebeu o sobrenome Estrela em referência à tia que ajudou a criá-la durante a infância.

“A Angela é uma mulher que sonha e realiza. Ela tem os pés no chão, luta pelos objetivos e foi inspirada em muitas mulheres batalhadoras. É uma personagem diferente para mim, com outra linguagem, outro tempo de atuação”, revela a influenciadora.

Humor regional e rostos conhecidos da internet

Além de Isis, a série reúne nomes conhecidos do público paraense nas redes sociais, como Patrick Peixoto, Will Love, Dereck Wesley, Paulo Coluccio, Betty Dopazo, Tainah Sá, Hypo Palheta, Carla Bianca e A Bunitinha.

Durante as gravações, Isis afirma que o elenco tem surpreendido justamente pela transição do conteúdo digital para uma produção ficcional. “Eles estão entregando personagens além do que eu imaginava e isso deixa a série muito especial”, compartilha. 

Expandindo o universo 

O roteiro é assinado por Jefferson Oliveira. Anos atrás, ele encantou a internetcom  a famosa releitura dos contos de fase com caracterísca paraense. 

Desta vez, o desafio foi transformar um quadro de poucos minutos em uma história completa sem perder a essência do conteúdo viral.

“A Isis chegou com algumas ideias prontas.  Meu trabalho foi expandir esse universo sem perder aquilo que as pessoas já conhecem. Quem acompanha o quadro vai encontrar várias referências espalhadas pela série”, diz o roterista.

Ele afirma que a produção preserva o humor, mas também incorpora elementos de crítica social, repetindo uma característica presente em trabalhos anteriores.

“A gente espera que as pessoas riam e, ao mesmo tempo, percebam essas camadas que estão ali na história”, diz. 

Jefferson revela ainda que o universo criado já ultrapassa os quatro episódios previstos. “A primeira temporada é fechada e se sustenta sozinha, mas a gente já tem material para uma segunda temporada”, revela.

Belém como cenário da história

A direção é de Kevin Albuquerque, que escolheu transformar espaços conhecidos da capital paraense, em parte da narrativa. Boa parte das cenas foi gravada em áreas comerciais da cidade, buscando criar uma identificação imediata com o público.

“São cenários que despertam memória afetiva e ajudam a construir essa história de forma muito próxima da realidade”, afirma. 

Para o diretor, outro desafio foi equilibrar o ritmo das piadas com momentos de suspense e emoção. “Eles são extremamente engraçados, mas também precisaram viver cenas dramáticas e mais sérias. Meu trabalho foi conduzir esse talento e encontrar o tempo certo entre humor, dúvida e emoção”, acrescenta.

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