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Nilson Chaves comemora 70 anos de vida, no palco

Para o próximo ano, o artista já tem novos projetos e vai lançar os EP’s "Segue o barco" e "Planeta vida"

Bruna Lima

Exatamente há um ano o cantor e compositor paraense Nilson Chaves vivia momentos de medo, fragilidade e incerteza em decorrência da luta contra a covid-19. Dos 28 dias internados, 14 foram em uma Unidade de Terapia Intensiva. Momentos que lhe proporcionaram reflexão e mais entendimento sobre a vida. Nesta segunda-feira (8), o artista completa 70 anos de idade e diz que tem motivos para comemorar, pois além de tudo que passou ainda se trata de uma idade redonda.

Nilson Chaves está em São Paulo, onde faz show neste domingo (7), no Teatro Rotina. A ideia é fazer um passeio por sua discografia, relembrando canções como Sabor Açaí e Olho de Boto.

Para o próximo ano, o artista já tem novos projetos e vai lançar os EP’s "Segue o barco" e "Planeta vida", que vêm com temáticas e parcerias que já estão sendo trabalhadas pelo cantor. E para celebrar a data especial, o artista deu entrevista exclusiva para O Liberal.

1.Estás completando 70 anos nesta segunda (8). A idade representa algo pra ti ou és uma pessoa que não se prende a contagem do tempo?

De fato, não sou ligado em idade, fico ligado mais nas idades redondas. Nos meus cinquenta anos de idade, a TV Liberal estava completando 25 anos e eu fiz um evento em Belém, no Cidade Folia, e tive mais de 50 artistas brasileiros cantando canções gravadas por mim. Depois não comemorei mais e agora estou completando 70. Pretendo fazer alguma coisa no decorrer do ano para homenagear essa nova fase. Pelo fato de ser uma data redonda e importante, mas também pelo fato de tudo que passei. O agravamento da covid, no ano passado, quase no mesmo dia do meu aniversário. Acho que essas duas coisas são fundamentais para que eu realmente comemore essa data de 70 anos.

2. O ano passado foi um tempo de renascimento, já que passaste por momentos difíceis durante a recuperação da Covid-19. Como foi viver esse momento? Quais pensamentos vinham na mente?

Como disse antes, está completando um ano que tive covid e tudo que passei lá foram momentos de muita reflexão. Acho que a covid foi uma forma que Deus me deu para eu refletir sobre meu mundo e sobre a minha missão. Sobre o que estou fazendo no planeta terra. Tudo que passei mexeu muito comigo e ainda tenho emoção, quando lembro das pessoas que rezaram por mim e penso nos profissionais de saúde que foram tão fantásticos. É isso.

3. Esse processo todo resultou na canção "Iluminados". Como foi esse trabalho de composição e o que a música representa?

Esse processo todo que passei resultou na canção "iluminados". Feita para os profissionais de saúde que eu convivi, mas também generalizando essa homenagem a todos os profissionais do mundo, pois imagino o trabalho e o amor que essas pessoas tiveram e lutaram pela vida das pessoas. Fiz essa canção e fiquei mais feliz ainda de poder cantar com esses companheiros todos e foi muito especial. "Iluminados" é uma canção que eterniza para mim o processo de admiração e respeito, de valorização da importância desses profissionais, incluindo todas as especializações sendo o enfermeiro, o fisioterapeuta, o nutricionista, o médico, enfim, todos. Todos que fazem parte de profissões tão sagradas .

4. Em 1981, lançaste teu primeiro álbum "Dança de tudo". Como fazes uma breve retrospectiva desse período até agora com relação as tuas composições e modo de conduzir a carreira?

O “Dança de tudo” é o primeiro vinil. Na verdade o que ocorreu diante disso tudo desde o primeiro trabalho foi uma consequência natural da minha vivência musical e da forma como eu enxergo a minha profissão como artista, como compositor, como cantor e sempre valorizando os parceiros e sempre tentando cantar com outros compositores, pois eu acho que é importante. Principalmente, compositores que, às vezes, não têm muita janela e eu tento, de alguma forma, contribuir com a intenção de abrir janelas para o trabalho. Essa é uma retrospectiva geral que faço sobre a avaliação do meu trabalho e minha história. No geral, são dezoito CD’s, cinco DVD's e seis vinis. É uma produção expressiva.

5. O último álbum foi "Maniva", em 2006. O que ocasionou essa "estacionada" nas produções de novos álbuns?

De fato o último álbum parece ser o "Maniva", mas não foi, pois eu não parei. Depois dessa produção, eu fiz dois DVD's que gravei com a trilogia (eu, Marco Monteiro e Lucinha). Quatros CD's também junto com a trilogia e lancei também em 2011 o CD "Amores". Depois o CD "Avenida Musical Norte e Sul, isso já foi em 2012. Esse trabalho foi feito em parceria musical com o poeta Carlos Jaguarão, de Jaguarão no Rio Grande do Sul, que fica na fronteira com o Uruguai. Usamos as letras deles e músicas minhas. Depois tive outro parceiro, Felipe Cerquize, carioca, que também é cantor, compositor e escritor. Fizemos um CD recente, tem cinco meses que se chama "O silêncio no infinito". Todo esse quadro teve também um CD gravado em São Paulo com vários artistas amazônicos chamado "Gente da mesma floresta".

6. Ao longo dessa jornada na música fizeste grandes parcerias, tanto com a cena local como também com artistas nacionais. Atualmente, quais parcerias vens fazendo e o que isso significa para ti como artista?

Parceria para mim é algo extremamente especial, importante. Eu tenho milhões de parceiros em música. E cada dia que passa mais parceiros eu ganho, mais parcerias eu continuo fazendo com novos e antigos também. Eu acho que é fundamental, pois ninguém consegue construir uma carreira artística ou qualquer outro tipo de carreira, sozinho. Tem que ter uma equipe, tem que ter uma parceria, tem que ter uma ajuda, tem que ter uma riqueza de outro parceiro iluminando o trabalho da gente.

7. Nesse período de carreira, ou, de vida pessoal mesmo. Deixaste de fazer algo que tenhas o sonho de realizar? Se sim, o quê?

Nesse período de carreira e vida eu confesso que se eu quiser lembrar de um sonho que não realizei, sinceramente, eu não consigo. Todos os sonhos que eu pensei eu consegui realizar. Tem agora outros. Estou com dois projetos de EP's novos. Um vou começar a gravar em janeiro e o outro em março do ano que vem. São sempre projetos de músicas com parceiros, sempre, e também com temáticas definidas. Um se chama "Segue o barco" e o outro se chama "Planeta vida", são projetos que eu adoro fazer e que já estou construindo as ideias na minha cabeça. Mas claro, os sonhos que pretendo realizar é que a Amazônia seja preservada e seja valorizada da forma que tem que ser e que o planeta terra consiga respirar melhor. Desejo que diminua bastante a questão da violência ambiental, humana, dos preconceitos e entre outros. São sonhos que não dependem só de mim, mas são sonhos que eu desejo que aconteçam o mais breve possível.

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