A banda Rosa de Saron, composta por Bruno Faglioni (voz), Eduardo Faro (guitarra), Rogério Feltrin (baixo) e Grevão (bateria), se apresenta nesta quarta-feira (21) no Círio Musical, em Belém. O grupo figura entre os principais nomes da música cristã no país, somando mais de meio milhão de ouvintes mensais no Spotify e 1,3 milhão de inscritos no YouTube, plataforma onde acumula cerca de meio bilhão de visualizações.
“O Círio de Nazaré sempre é uma data esperada pelo Rosa de Saron durante todo o ano, né? É uma das maiores festas cristãs do mundo. A devoção a Nossa Senhora também é algo muito presente na nossa vida. O público do Pará, principalmente de Belém, é sempre muito carinhoso e é muito grande. Então é sempre uma expectativa. Todo ano a primeira coisa que a gente pede para o escritório já é ver se a gente vai estar no Círio, porque é uma questão meio de datas reservadas no coração da gente. Realmente é muito especial. Tivemos sempre grandes experiências, tanto artísticas como espirituais, também. É um povo muito carinhoso, uma organização muito simpática, muito carinhosa. Então sempre é uma grande felicidade estar no Círio de Nazaré”, conta Eduardo Faro.
Este mês, a banda lançou a música “Mãe dos Aflitos”, disponível em todas as plataformas de música. Composta pelo vocalista Bruno Faglioni, a música surgiu a partir de uma prece feita durante um momento de bloqueio criativo. O que começou como uma busca pessoal por conforto passou a reunir sentimentos que atravessam diferentes experiências: a tristeza, o medo, a incerteza e a esperança de encontrar forças para seguir.
Na letra, ao falar sobre ter sentido “o cheiro de rosas”, Bruno explica que não se refere a uma percepção física, mas à maneira que encontrou para traduzir a sensação de uma presença feminina e maternal durante aquela oração. “Eu estava fazendo uma oração para Jesus e senti que tinha algo maternal naquele momento me envolvendo”, relata. A partir dali, o bloqueio que vinha acompanhando o compositor havia meses começou a se desfazer, e ele conseguiu retomar as demais canções do projeto.
A letra transforma essa experiência em uma prece para quem atravessa momentos de aflição, tristeza, medo e incerteza. A canção também evidencia a devoção mariana, tradição na qual Maria é reconhecida por diferentes títulos e invocações que expressam sua relação com os fiéis. “Mãe dos Aflitos” se soma a essa tradição como uma forma de recorrer à figura materna de Maria em momentos de sofrimento.
Além disso, Maria é representada como suporte para os momentos de maior dificuldade. A Ave-Maria, a imagem do acolhimento e o ventre são utilizados como referências de proteção, enquanto a menção às “águas turvas” indica a perda de orientação diante de cenários adversos.
O refrão conecta a voz individual de quem canta ao coletivo dos fiéis que recorrem à fé. A composição também faz referência à tradição católica que atribui diferentes títulos a Maria, associando cada denominação às formas de devoção praticadas pela comunidade.
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“É uma música mariana, que não é uma coisa que a gente fez muito durante a nossa carreira. Eu acho que essa é a terceira ou quarta música que a gente tem nesses 40 anos de carreira dedicada à Nossa Senhora, mas isso não quer dizer que a nossa fé e a nossa espiritualidade fossem distantes de Maria, de Nossa Senhora, nas nossas vidas. Essa música tem tido uma repercussão gigantesca, uma aceitação muito grande. Há um novo fervor católico no Brasil nesses últimos dois anos, é um crescimento muito grande e houve uma grande identificação com essa canção”, comenta Faro.
Prestes a completar 40 anos de história, com início em 1988 em Campinas, no interior de São Paulo, a banda Rosa de Saron realiza turnê pelo Brasil com o projeto “Rua dos Regressos”. O trabalho reúne faixas inéditas produzidas após um intervalo de cinco anos e reintroduz elementos sonoros utilizados em lançamentos anteriores da carreira.
“Com esse projeto, o Rosa de Saron mantém o estilo de rock que foi sempre característico da banda desde o início da carreira. É lógico que a gente sempre flertou com as várias nuances que o rock tem na sua história, e a gente vem mudando também, é uma banda de 40 anos praticamente, então a gente não se mantém tocando o mesmo estilo de 40 anos atrás. A gente vai estar sempre modernizando, colocando os novos timbres, novas características. Esse é um álbum que tem isso e que também, ao mesmo tempo que tem novos timbres, novas nuances, ele também tem uma característica que soa o Rosa de Saron, assim. Ele não perdeu a característica da nossa sonoridade mesmo com essas modificações e essas atualizações”, conta Faro.
Agende-se
Data: quarta-feira, 21
Hora: 20h
Local: Praça Santuário de Nazaré – em frente à Basílica Santuário de Nazaré, no bairro de Nazaré

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