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'Luz Vampira – O Mistério da Ilha de Colares’ chega com desfile performático e técnica de upcycling 

O criador Jomaique Melo apresenta coleção pautada na sustentabilidade e no reaproveitamento têxtil

O Liberal

A coleção “Luz Vampira – O Mistério da Ilha de Colares” promove uma releitura contemporânea de um dos episódios mais conhecidos da ufologia brasileira. O projeto resgata os eventos ocorridos em 1977, quando habitantes da Ilha de Colares, no Pará, relataram ataques de luzes que causavam queimaduras e mal-estar, fenômenos que levaram à investigação oficial da Força Aérea Brasileira, a “Operação Prato”.

Com assinatura do criador Jomaique Melo, a coleção utiliza o contexto histórico para propor uma narrativa autoral que imagina a perspectiva e as intenções de seres extraterrestres. As criações trazem influências estéticas da era disco das décadas de 1970 e 1980, referências de videogames clássicos e elementos da ficção científica retrofuturista. O processo de produção é pautado na sustentabilidade e no upcycling, transformando resíduos e peças de brechó em itens exclusivos.

“A era disco traz um glamour exagerado, com muito brilho e extravagância, enquanto os videogames clássicos oferecem a estética retrofuturista que eu adoro. Busquei referências em jogos antigos e me inspirei nas silhuetas dos personagens para trazer esse visual à tona. A Operação Prato surge como a chave que une esses universos. Consegui fundir minhas referências estéticas para materializar um universo alienígena que, até então, no relato da população, manifestava-se apenas como luzes intensas no céu que sugavam o sangue”, disse o criador.

O upcycling usado na coleção “Luz Vampira – O Mistério da Ilha de Colares” é uma técnica de produção pautada na sustentabilidade que consiste em reaproveitar materiais que seriam descartados para criar novos itens de maior valor ou qualidade. Diferente da reciclagem comum, que muitas vezes degrada o material original, o upcycling transforma resíduos em peças únicas e exclusivas. No contexto criativo, essa prática envolve o reuso de têxteis, com a utilização de peças de brechó para a criação de novos designs, e o aproveitamento de resíduos e materiais alternativos que se tornam componentes estéticos ou estruturais.

“Trabalho com upcycling há dez anos; desde a criação da minha marca, este é o meu método fundamental e principal. O processo consiste no reaproveitamento e na transformação, dando novo significado à matéria-prima sem que ela precise passar pelos processos químicos da reciclagem convencional. Nessa coleção, blazers, casacos, retalhos têxteis, papelão e até descartes de eletrônicos foram ressignificados para construir essa estética de outro mundo”, explica Jomaique Melo.

O lançamento ocorre no dia 9 de maio, com um desfile performático onde os modelos personificam entidades alienígenas. Na ocasião, será exibido um fashion film exclusivo, com trama ficcional ambientada entre a Ilha de Colares e o interior de uma espaçonave.

“Como amante da cultura pop, consumi muitos filmes de ficção científica e jogos retrofuturistas, estéticas que sempre amei. Ao pesquisar o imaginário local, entendi que, para a população, a figura do alienígena é o clássico ser verde de olhos grandes e baixa estatura. Usei essas referências como base para criar meus próprios 'aliens', utilizando materiais que já são marcas registradas do meu trabalho, como a pelúcia, o mix de texturas e materiais e a técnica de upcycling. Assim surgiram looks megalomaníacos”, finaliza o estilista.

Agende-se

Data: 09 de maio
Hora: 20h
Local: Teatro Universitário Cláudio Barradas – R. Cônego Jerônimo Pimentel, nº 546 - Umarizal
Entrada: Gratuita
Lançamento online: 10 de maio

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