A 21ª edição do Amazônia Fashion Week será lançada no dia 19 de setembro, às 16h, no espaço cultural Ponto BB, localizado na agência do Banco do Brasil na Avenida Visconde de Souza Franco (Doca), em Belém. A programação de abertura reúne desfiles de marcas autorais paraenses.
Com trilha sonora regional, as apresentações trarão coleções-cápsula de 10 marcas: Amazônia Kãma, Alfaiataria Belém, Amazônia Zen, Ludimila Heringer, HB Design, Costamazônia, Madame Floresta, Luxamazon, Augústo Prádo Ateliê e Form Concept.
O evento principal acontece entre os dias 12 e 14 de novembro, com o tema “Moda: design e memória”. Neste ano, a programação tem como objetivo mostrar que a moda, o design e a memória entrelaçam-se como veículos de identidade, afetividade e preservação cultural; por isso, o que se veste passa a ser um documento que registra uma época, costumes e comportamentos. “A relação entre essas áreas permite que a moda supere a efemeridade das tendências, tornando-se uma forma de registro histórico e uma expressão profunda de quem somos e de onde viemos”, explica Felicia Assmar Maia, organizadora-geral do evento.
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A moda atua na construção da identidade e no resgate de memórias e técnicas artesanais, associando-se às práticas de sustentabilidade e consumo consciente no setor. Designers utilizam o acervo social e familiar para o desenvolvimento de coleções, convertendo registros históricos e pessoais em conceitos estéticos.
Para Felicia, as marcas de moda autoral estão num momento de encantamento com o entrelaçamento da ancestralidade com a evolução tecnológica e percebem as conexões entre as transformações digitais e o universo do artesanato. Para ela, é possível preservar a cultura e a tradição usando tecnologia para melhorar processos e recriar conceitos. “A valorização do fazer manual e da ancestralidade reflete uma busca por conforto e conexão, valorizando o slow fashion em contraposição à industrialização, com técnicas artesanais e upcycling”, explica.
A produção paraense emprega matérias-primas e insumos da região amazônica no desenvolvimento de vestuário e acessórios. O setor utiliza fibras vegetais como ráfia e juta na confecção de tramas, bolsas, detalhes em peças e franjas de crochê, além de madeira reaproveitada na fabricação de braceletes, anéis e brincos. As biojoias são compostas por sementes nativas, fibras e elementos florestais.
Os desfiles apresentarão coleções com foco em design e referências culturais locais, inserindo produtos da bioeconomia no mercado regional. A cadeia produtiva abrange desde o setor de confecção até a contratação de profissionais para a realização dos eventos, como modelos, maquiadores, cabeleireiros, fotógrafos e stylists.
O histórico das edições anteriores e a expansão de micro e pequenos empreendedores sustentam a divulgação da produção regional. O objetivo do evento é viabilizar a estruturação de um polo de moda na região, com sede em Belém.
