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Digital influencer paraense, Luly Mendonça dá dicas de livros nacionais; confira

A criadora de conteúdo tem um perfil no Instagram para compartilhar suas dicas de livros

Painah Silva

A criadora de conteúdo Luly Mendonça é apaixonada por livros, tanto que possui um perfil no Instagram dedicado a isso, o @projetocabeceira, onde ela publica suas leituras e faz indicações de livros para seus seguidores. Com mais de 22 mil seguidores em seu perfil pessoal, Luly compartilha suas viagens e como uma boa “Mochileira”, como ela mesma se identifica, vive aventuras ao redor do país.

Nesta segunda-feira (25), ela veio ao O Liberal indicar três livros nacionais importantes para ela. O primeiro é o romance brasileiro escrito pelo autor baiano Itamar Vieira Junior: o livro “Torto Arado”. A obra traz a vivência de duas irmãs, Bibiana e Belonísia, marcadas por um acidente de infância, e que vivem em condições de trabalho escravo contemporâneo no sertão da Chapada Diamantina. “Fiquei obcecada pela escrita do Itamar, esse baiano que me despertou a vontade de ler mais autores nordestinos. O livro ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Romance em 2020, e conta a história de uma família que vive em situação análoga à escravidão numa fazenda do sertão, pelos olhos das irmãs Bibiana e Belonísia. É impactante, realista e cruel e ao mesmo tempo poético e delicado”, afirma a criadora de conteúdo.

A segunda indicação da influenciadora é o livro de Giovana Madalosso, “Suíte Tóquio”. O romance contemporâneo conta a história de duas mulheres que vivem realidades opostas na sociedade e se veem entrelaçadas após um sequestro. “Outra autora brasileira contemporânea cuja escrita me prendeu do início ao fim. ‘Suíte Tóquio’ nos coloca frente a frente com duas perspectivas de mulheres diferentes: de um lado tem a Fernanda, mãe da Cora, uma mulher de classe média alta que não se encaixa no papel de mãe; do outro tem a Maju, a babá que vive na casa da Fernanda e que sonha em ser mãe. E tudo começa com a Maju, que a gente aprende a amar, sequestrando a criança. É uma grande reflexão sobre maternidade, classes, o papel da mulher, tem várias camadas pra fazer a gente refletir e nenhuma delas traz uma bula”, compartilha Luly. 

Sua última indicação é o livro “Flor de Gume”, da paraense Monique Malcher. A obra aborda a realidade típica do estado e foi a grande ganhadora do prêmio Jabuti na categoria “Melhor Livro de Contos”. “Eu não podia deixar uma paraense fora dessa lista. Quando li os contos da Monique fiquei fascinada pelo jeito que ela derramava as palavras sobre luto, saudade, amor, auto estima, violência e me perguntando o quanto tem ali de ficção e o quanto tem de Monique. E eis que em 2021 essa santarena de 32 anos arrebata o prêmio Jabuti. Ou seja: ela arrasa!”, afirma a influenciadora. 

(Estagiária Painah Silva, sob supervisão da Coordenadora de Conteúdo de Cultura, Sonia Ferro)

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