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FOTOGRAFIA

Fotografia e paixão pelas mangueiras de Belém estão juntas na obra de Newton Bellesi

Newton Bellesi possui um acervo de fotos sobre o elemento marcante da capital que chama sua atenção por onde passa

Juliana Maia

16 de janeiro de 2024 às 07:00

O fotógrafo admira a arte de registrar momentos desde a infância e busca retratar elementos positivos em suas imagens

O fotógrafo admira a arte de registrar momentos desde a infância e busca retratar elementos positivos em suas imagens ( Foto: Foto/Divulgação/Odair Mindello )

As famosas mangueiras, nome de uma das alcunhas mais famosas de Belém, cativam o olhar de quem se depara com elas, que estão distribuídas ao redor da cidade. O médico e fotógrafo Newton Bellesi é uma dessas pessoas encantadas por esta planta e decidiu unir a admiração à paixão pela fotografia, resultando em uma coleção de registros destas árvores que rodeiam os bairros da “cidade das mangueiras”. O amor pela fotografia e pelas mangueiras prosseguem na vida de Bellesi.

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Desde a infância, o médico Newton Bellesi admira a arte de registrar os momentos do cotidiano por meio da fotografia. Por ser encantado pelas árvores, especialmente as mangueiras, ele decidiu começar a capturar essas plantas e publicou, em 2018, o livro “Estatuto das Mangueiras”, acompanhado do escritor Amaury Braga Dantas. 

“Mangueira tem história, charme, uma variedade de espécimes e frutos. Elas têm estações, respeitáveis troncos que hospedam jardins suspensos, periquitos, sabiás, papagaios. Estão nas avenidas, praças, quintais, em toda a parte”, diz. 

"Estas árvores têm estação, como a primavera, com folhas coloridas com flores, de diferentes nuances -. Também há o inverno - todas ficam verdes, ‘alegres’, tem de todo tamanho. E há as frutas, alegria para cidadãos de todas as idades, das crianças, aos estudantes, chegando aos idosos”, complementa.

Mangueira fotografada em Belém
Mangueira fotografada em Belém (Foto/Divulgação/Odair Mindello)

Newton gosta de transmitir positividade em suas fotografias. É por isso que, ao sair pela cidade de Belém, ele costuma observar essas árvores frutíferas e fotografá-las para seu acervo.  "Às vezes saio para fotografar, mas, na maioria, elas [mangueiras] aparecem, exibem-se e cativam”, conta.

Para além da flora, o fotógrafo também admira outros elementos que juntos formam a capital, como a arquitetura ou as tradicionais feiras que estão presentes em todos os bairros logo cedo. Segundo ele, tudo isso serve de modelo e pode fascinar as pessoas que moram na cidade e costumam observá-la de forma minuciosa.

Mangueira registrada pelo médico e fotógrafo Newton
Mangueira registrada pelo médico e fotógrafo Newton (Foto/Arquivo Pessoal)

O trabalho do fotógrafo chamou atenção do artista visual Odair Mindello, que o acompanha desde 2016. O primeiro contato dos dois aconteceu quando Mindello foi chamado para fazer pinturas na clínica médica na qual Newton atua.

Newton e Odair em uma das saídas para fotografar a capital
Newton e Odair em uma das saídas para fotografar a capital (Foto/Arquivo Pessoal)

“Lá [na clínica, percebi sua dedicação à fotografia, ainda que de modo geral, apenas como ‘hobby’, mas de boa linhagem visual. Sua observação não é apenas como amador, mas vi que havia um observador por trás do registro”, relembra Odair.

Para o artista, o médico e fotógrafo pode ser descrito como um observador contemplativo, alguém que “agrada com a cena simples da cidade, sem se importar com a reação e relação profissional”, como ele conta. 

Desde que se conheceram, eles costumam sair para coletas registros das mangueiras e de outros elementos da cidade. Odair se sente feliz e acha que os passeios são prazerosos pelo fato de poder observar os detalhes de Belém.

Um dos registros da árvore, capturado pelo fotógrafo, em Belém
Um dos registros da árvore, capturado pelo fotógrafo, em Belém (Foto/Divulgação/Newton Bellesi)

“Mesmo que sem um tema específico, ou tratamento visual adequado, era um prazer trocar a experiência pela observação, destas imagens que devem somar mais de 300, muitas delas usadas no livro Estatuto das Mangueiras”, conta.

(*Juliana Maia, estagiária sob supervisão do Coordenador do Núcleo de Cultura de Oliberal.com, Abílio Dantas)