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Um doce romance paraense: filme 'Monteiro Lopes' tem sessão única no Líbero Luxardo, neste sábado

Curta-metragem de Bianca D'Aquino parte da história do famoso doce de Belém em narrativa LGBTQIA+

Lucas Costa

Uma história que mescla romance com o doce de uma receita paraense tem lançamento no Cine Líbero Luxardo (Centur), na tarde deste sábado (9), às 15h30. “Monteiro Lopes” é um curta-metragem que entra para o catálogo do cinema paraense carregando a diversidade LGBTQIA+ à frente e atrás das câmeras. A sessão de estreia tem entrada franca, e retirada de ingressos na bilheteria uma hora antes da exibição.

Escrito e dirigido por Bianca D’Aquino, o filme baseia-se na história do famoso biscoito da cidade de Belém, para narrar a história de Mariana Lopes e Júlia Monteiro, personagens que passam por uma jornada de descobertas e construção de afetos, trazendo a visibilidade de questões queer para o cinema paraense contemporâneo.

Assista ao trailer:

A exibição deste sábado é única em Belém, marcando o lançamento da produção ao público. Depois disso, o filme deve manter o ineditismo para os festivais de cinema. A sessão será acompanhada da diretora Bianca D’Aquino, que conversa sobre o filme com o público no fim da sessão.

“Monteiro Lopes” acompanha a história das protagonistas Mariana Lopes e Júlia Monteiro, descendentes de donos de padarias concorrentes. Enquanto Júlia foi criada com liberdade e espírito explorador, que lhe permitiram descobrir seus desejos e talentos culinários; Mariana, por outro lado, teve uma criação rígida e um pai conservador.

Conforme a amizade e o posterior romance entre as duas avança, Mariana percebe sua dificuldade em lidar com a própria sexualidade e decide ir embora de Belém. Anos mais tarde, ao retornar à cidade, Mariana reencontra Júlia e agora precisará lidar com os conflitos não resolvidos de sua juventude.

'Monteiro Lopes' tem história de romance LGBTQIA+ (Divulgação)

As questões LGBTQIA+ são o pilar da narrativa que acompanha as descobertas das protagonistas. É o contraste das realidades das duas que gera conflitos sobre sexualidade e conservadorismo, que se desenrolam no filme.

“A realização de um filme regional com protagonistas femininas e dirigido por uma mulher da população LGBTQIA+ contribui para a visibilidade destas questões dentro da sociedade, e também no fortalecimento de nossa cultura dentro e fora do Estado, podendo no futuro servir como referência para outros realizadores”, pontua a diretora Bianca D’Aquino.

Contemplado pelo edital de audiovisual da Lei Aldir Blanc, o curta foi gravado, produzido e ambientado na cidade de Belém, por equipe e elenco inteiramente paraenses, marcando ainda a estreia de Bianca D’Aquino na direção. Movimentar e integrar a cadeia de profissionais do audiovisual paraense foi uma das premissas desta produção.

“Fazer cinema no Norte do país é fortalecer o Norte, como território capaz de realizar e dominar sua própria narrativa, e também reforçar a identidade e os profissionais locais - fato que julgo por si só como um ato de resistência e inquietação, necessários para o estabelecimento de uma produção audiovisual Amazônica consistente”, defende a diretora.

Agende-se:

Lançamento do curta “Monteiro Lopes”

Sábado (9), às 15h30

Local: Cine Líbero Luxardo (Centur - Av. Gentil Bitencourt, 650/Nazaré)

Entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes da sessão.

Cultura
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