Gaby Amarantos homenageia mães e fala sobre maternidade compartilhada com a irmã
Artista paraense falou sobre maternidade solo, rede de apoio e a relação construída entre o filho e as sobrinhas
Em um Dia das Mães marcado por homenagens e demonstrações de afeto nas redes sociais, a cantora Gaby Amarantos compartilhou, na manhã deste domingo (10), um relato sobre maternidade, família e cuidado coletivo. Em publicação feita nas redes sociais, a artista falou sobre a experiência de criar o filho ao lado da irmã, Gabriele Amaral, em um modelo de maternidade compartilhada construído dentro da própria família.
“Ser mãe solo me ensinou a construir rede, celebrar cada conquista e entender que ninguém realiza nada sozinho”, escreveu a cantora no início da publicação.
No texto, Gaby também agradeceu à irmã por dividir os cuidados e o afeto com os três filhos da família: Davi, filho biológico da artista, e Adriele e Anninha, filhas de Gabriele. "E nessa caminhada, tenho a benção de contar com a minha irmã @gabriele_amarantoss , que partilha comigo o amor, o cuidado e a missão de criar nossos filhos Davi, Drica e Aninha enquanto eu levo minha música pelo mundo", disse a cantora na legenda.
Em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, Gaby Amarantos explicou que a maternidade compartilhada surgiu em um momento delicado da vida da família, após a morte da mãe das duas.
“Quem cuidava do meu filho até ele completar cinco anos era a minha mãe. Só que a partida dela foi muito brusca. A gente descobriu que ela estava doente em uma semana e, na outra, ela já tinha ido embora”, contou.
A cantora relatou que, após a perda, precisou reorganizar a rotina entre a maternidade e a carreira artística. Segundo ela, foi nesse momento que recebeu apoio da irmã.
“Eu me vi muito perdida, tentando entender como seguir com a minha carreira sendo mãe solo de uma criança de cinco anos. Foi quando a minha irmã me abraçou e falou: ‘Fica tranquila que eu vou cuidar dele’. E foi assim que tudo começou”, disse.
Na época, Gaby já morava em um apartamento maior, enquanto a irmã seguia vivendo na antiga casa da família, no bairro do Jurunas, em Belém. Como o filho passava grande parte do tempo com a tia, a artista propôs que toda a família passasse a morar junta.
Segundo Gaby, a convivência coletiva aconteceu de forma natural e acabou criando novos laços entre todos os integrantes da família.
“Quando vimos, as meninas já estavam me chamando de mãe. O Davi, quando era menor, às vezes chamava ela de mãe também. Hoje ele chama de tia, mas existe entre eles um carinho, um respeito e um vínculo muito fortes, como de mãe mesmo. A gente encontrou esse formato de família”, afirmou.
A cantora também destacou os impactos dessa criação compartilhada no desenvolvimento das crianças. Segundo ela, o filho cresceu cercado por referências femininas e aprendendo sobre acolhimento e cuidado, enquanto as sobrinhas passaram a conviver mais de perto com diferentes inspirações dentro da própria família.
Gaby contou que Adriele, a filha mais velha de Gabriele, atualmente cursa Moda na universidade e vê influência artística em sua trajetória. Já Davi desenvolveu interesse pela gastronomia, inspirado pela rotina da tia na cozinha. A caçula Anninha, segundo a artista, demonstra desde cedo interesse pela música e pelas artes.
“Eu até brinco com a minha irmã dizendo que foi ela quem pariu a caçula, porque a personalidade dela parece muito comigo quando eu tinha oito, nove anos: arteira, querendo cantar, dançar, se expressar artisticamente”, relatou.
A artista também afirmou que o convívio entre os três filhos fortaleceu laços afetivos e proporcionou experiências coletivas importantes para o crescimento das crianças.
“O Davi deixou de ser filho único, ganhou duas irmãs. As meninas também cresceram juntas. São três crianças compartilhando afeto, aprendizados e experiências”, destacou.
Ao falar sobre o legado que deseja deixar para os filhos, Gaby disse acreditar na importância do coletivo e do apoio familiar.
“Eles aprenderam desde cedo que ninguém faz nada sozinho e que aceitar ajuda também é um gesto de força. Porque, muitas vezes, a gente não quer aceitar ajuda. E eu precisei aceitar a ajuda da minha irmã, assim como ela também aceitou a minha”, declarou.
Além da relação familiar, as irmãs também passaram a atuar juntas profissionalmente. Atualmente, Gabriele trabalha ao lado de Gaby na empresa da cantora.
Gaby também afirmou que a história da família reflete a realidade de muitas mulheres brasileiras que criam os filhos com apoio de outras mulheres da família. “O Brasil é o país das mães solo. Quantas mulheres criam seus filhos praticamente sozinhas? E, ainda assim, a gente encontra formas de seguir, de criar, de proteger e de amar nossos filhos”, disse.
Para a cantora, a maternidade compartilhada construída entre ela e a irmã representa uma demonstração de fortalecimento feminino e união familiar. “Essa história é, acima de tudo, uma ode à força da mulher brasileira, à força feminina. Todos os atravessamentos que vivemos serviram para nos fortalecer”, afirmou.
A irmã da cantora, Gabriele Amaral, também falou ao Grupo Liberal sobre a dinâmica construída pela família ao longo dos anos. Segundo ela, a relação de apoio entre as duas sempre foi incentivada pela mãe das artistas. “Foi super tranquilo. Nós sempre fomos muito unidas e nossa mãe nos ensinou a sempre apoiar uma à outra”, contou.
Gabriele afirmou que as filhas cresceram entendendo a tia como uma figura materna presente no cotidiano. “Elas sabem que a tia-mãe vai estar lá para ajudar e apoiar elas em todos os momentos”, disse.
Ela também destacou que, apesar da rotina intensa de trabalho, a família mantém uma rede de apoio ativa. Gabriele ressaltou que recebe ajuda do pai, Conrado, e do marido, José Carlos, principalmente nos períodos em que precisa viajar. “A vida da mãe que trabalha não é fácil. Equilibrar é difícil, precisa de muito companheirismo”, afirmou.
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