Casa das Onze Janelas é reaberta ao público

Espaço onde funciona o Museu de Arte Contemporânea do Estado estava fechado para reformas

Enize Vidigal

O Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, onde funciona o Museu de Arte Contemporânea do Estado do Pará, será reaberto nesta quarta-feira, 9, após passar por restauração. O lugar estava fechado desde 2016 devido a problemas elétricos e de refrigeração, além de manutenção do Sistema de Prevenção e Combate a Incêndio.

O governador Helder Barbalho participa da programação de reabertura, que inicia às 19 horas com a projeção do filme "Círio de Nazaré", de Alan Kardec Guimarães, na praça da fonte, e a apresentação do grupo musical Quarteto PA, na varanda. Ainda, serão abertas quatro exposições do acervo do museu.

A Casa das Onze Janelas reabre com as seguintes exposições: "Percursos na Arte Brasileira", que traça um panorama da arte brasileira desde o início do século XX, na qual os artistas da geração moderna dialogam com a produção artística contemporânea paraense; "Encontro das Águas - Luiz Braga e Miguel Chikaoka", com texto de João de Jesus Paes Loureiro, apresenta o olhar sobre a Amazônia através do encontro de dois grandes representantes da fotografia paraense; "Dilemas 2019", com curadoria de John Fletcher, ressalta o potencial crítico da arte sobre a realidade atual a partir de dilemas pessoais e coletivos; e "Indizível", com curadoria de Nando Lima, traz uma vídeo instalação que propõe uma experiência imersiva no universo simbólico de Andara, a Amazônia distópica de Vicente Cecim.

O imóvel data da metade do século XVIII. Foi construído pelo dono de engenho de açúcar, Domingos da Costa Bacelar, que vendeu em 1768 para Francisco Ataíde Teive, governador do Grão Pará. Foi reformado pelo arquiteto Antônio José Landi. Funcionou como hospital militar até 1870 e, depois, passou a abrigar outras atividades militares até o final do século XX.

O edifício sofreu alterações, como um frontão triangular na fachada Em 2001, o governo assinou um convênio com o Exército Brasileiro alienando a casa, os terrenos e o Forte do Castelo em favor do Estado. O local foi restaurado dentro do Projeto Feliz Lusitânia, como forma de recuperar o núcleo histórico de Belém. Em 2002, o espaço ressurge com o perfil museológico.

Cultura
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