Zico leva encanto do futebol ao cinema e causa alvoroço em SP
A produção de João Wainer, que chega aos cinemas em abril, resgata a trajetória vitoriosa e a influência do Galinho em campo e fora dele
A pré-estreia do documentário Zico, o Samurai de Quintino, em São Paulo, nesta quarta-feira, 15, demonstrou que o legado do ídolo do Flamengo transcende qualquer clubismo.
Centenas de pessoas lotaram o Shopping Iguatemi, na zona oeste, para conferir a película em primeira mão. Marcos Vinicius, 71 anos, santista, afirmou: "Zico foi o maior depois do Pelé".
Os flamenguistas compareceram em peso, cantando o hino do clube antes das exibições. Eles se aglomeraram na tentativa de conseguir um autógrafo quando o ídolo chegou para uma sessão de fotos. O astro atendeu parte dos fãs pacientemente.
Documentário dirigido por João Wainer
O novo filme leva o encanto do futebol de Zico aos cinemas de todo o Brasil a partir de 30 de abril. João Wainer dirigiu a produção. O trabalho reúne imagens de arquivo e depoimentos inéditos de familiares.
Nomes como Ronaldo Fenômeno, os ex-técnicos Carlos Alberto Parreira e Paulo César Carpegiani, e o colunista do Estadão Mauro Beting participam da obra.
Wainer explica que "não é um filme sobre vitória e derrota". Ele complementa que o importante é o legado de Zico. "Ele é um cara muito correto, que está acima de qualquer rivalidade."
Zico: do apelido à consagração
Zico nasceu em 1953 em Quintino Bocaiúva, zona norte do Rio, filho do imigrante português José Antunes Coimbra. Ele era o caçula de seis irmãos.
Como era pequeno e franzino, Arthur recebeu os apelidos de Arthurzinho e, depois, Arthuzico. O apelido Zico pegou e ficou eternizado.
Ele foi protagonista de uma das fases mais vitoriosas do Flamengo. Nos anos 1980, Zico foi o nome central do time. O clube conquistou a Libertadores de 1981 e o Mundial Interclubes contra o Liverpool em Tóquio.
O meia rubro-negro era um camisa 10 clássico. Ele combinava inteligência tática, precisão nas bolas paradas e faro de gol.
Carreira na Seleção e no exterior
Sua imagem pela seleção brasileira ligou-se ao brilho e à frustração. Na Copa de 1982, na Espanha, Zico foi o maestro do esquadrão de Telê Santana.
A equipe encantou o mundo pelo estilo ofensivo. Contudo, caiu diante da Itália em um dos jogos mais memoráveis da história.
O ponto alto de Zico fora do Brasil aconteceu na passagem pela Udinese, entre 1983 e 1985. Ele virou uma atração do futebol italiano.
Nos anos 90, após grave lesão no joelho, Zico encerrou a carreira no Japão. Ele atuou pelo Kashima Antlers.
Ele foi fundamental no desenvolvimento do futebol japonês. Anos depois, Zico também se tornou técnico da seleção japonesa. Este fato reforçou seu vínculo com a nação asiática.
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