Show 'Dois Rios' reúne Luê e Júnior Soares em espetáculo com convidados
O show integra a programação comemorativa pelos 84 anos do Banco da Amazônia
O Banco da Amazônia celebra seus 84 anos nesta quinta-feira, 9 de julho, com uma programação cultural especial no Centro Cultural Banco da Amazônia. A festa inclui o espetáculo musical "Dois Rios", que reúne o músico paraense Júnior Soares e a cantora e compositora Luê Soares, pai e filha, em um show que explora a música amazônica.
O espetáculo "Dois Rios" foi construído a partir de repertórios autorais e experiências compartilhadas por Júnior Soares e Luê Soares. A proposta é um diálogo entre diferentes gerações da música amazônica, aproximando sonoridades e vivências.
O projeto foi selecionado no I Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia (CCBA) 2026/2027. No palco, as composições de pai e filha se encontram para revelar afinidades e contrastes. A apresentação destaca a continuidade da tradição musical da região.
União Musical de Pai e Filha
"Esse show parte quase que de uma necessidade dessa troca de afetos musicais se estabelecer no palco", explica Júnior Soares. Ele ressalta que pai e filha já fizeram participações mútuas em outros espetáculos.
O músico completa: "Eu acho que as pessoas vão adorar ver esse nosso momento, juntos, no palco."
Além de Luê e Júnior Soares, o espetáculo conta com a participação do mestre Ronaldo Silva. William Jardim atua na guitarra e Dayvid Campos na percussão. O projeto prevê ainda apresentações nos municípios de Ananindeua e Bragança, com datas a serem divulgadas.
Celebração da Música Amazônica
Mais que um show, "Dois Rios" propõe um encontro entre diferentes tempos da música amazônica. Ele evidencia como a herança cultural pode ser constantemente reinventada. A convivência artística transforma o palco em um espaço de troca de experiências e referências.
Exposição "Povos Amazônicos"
Além da apresentação musical, a programação especial do Centro Cultural Banco da Amazônia inclui uma exposição. O público poderá conferir, a partir de 10 de julho, a mostra "Povos Amazônicos não morrem, viram semente". A exposição é do artista visual rondoniense Rafael Prado.
A mostra também foi contemplada pelo I Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia 2026/2027. Ela reúne pinturas inspiradas em personagens amazônicos que dedicaram suas vidas à defesa da floresta.
A curadoria é de Shannon Botelho, pesquisador, crítico de arte e professor. A produção executiva é de Natalia Azevedo, da Abstrata Produções.
"A exposição parte de uma ideia muito feliz: na floresta, nada desaparece completamente", afirma Shannon Botelho. Ele complementa que o trabalho de Rafael lembra que defensores da Amazônia seguem presentes em suas histórias e memória coletiva.
Acesso Ampliado à Cultura
Segundo a gerente de Marketing, Comunicação e Promoção do Banco da Amazônia, Ruth Helena Lima, a programação busca ampliar o acesso à cultura. "Temos compromisso com a democratização do acesso à arte", pontua Lima. Ela destaca que os eventos são um presente para a sociedade.
A exposição de Rafael Prado ficará aberta à visitação de 10 de julho a 9 de outubro. Ela contará com recursos de acessibilidade. Escolas, universidades e grupos culturais podem agendar visitas mediadas gratuitas pelos e-mails:
- contato@abstrataproducoes.com.br
- centrocultural@basa.com.br (com cópia)