Rhegia vai mostrar no Rock in Rio como se faz metal na Amazônia
Apresentação histórica será em 5 de setembro, com transmissão ao vivo para um público em escala planetária
Desde 1985, em sua primeira e histórica edição, o Rock in Rio configura-se como um dos principais festivais de músicas no mundo, por abranger uma diversidade quase infinita de ritmos, o que acaba contribuindo para novos artistas e bandas. Seja no palco ou seja na plateia presencial e online, ele funciona como um portal para descobertas sonoras. Por isso, fazer parte do line up do Rock in Rio já é uma festa, e, se apresentar nele, é algo ainda maior. Isso tudo é o que começam a sentir os músicos da banda paraense Rhegia, que se apresentará ao público do evento em 5 de setembro, como a primeira banda de heavy metal do Norte do Brasil nesse festival.
A atual formação da banda é Bianca Palheta no vocal; Amanda Alencar no vocal e violoncelo; Saulo Caraveo na guitarra; Naoto Shibata no contrabaixo e Michel Machado na bateria.
São quase 10 anos de estrada da banda, ou seja, ela surgiu em 2017 e, em 2027, completará uma década de rock. Nesse período, a Rhegia conquistou seu espaço na música.
“Em 2019, lançamos o EP intitulado ‘Shadow Warrior’, que teve uma ótima aceitação para um primeiro trabalho de uma banda de heavy metal. Em 2023, lançamos ‘The Battle of Deliverance’, que ficou entre os 15 melhores álbuns desse ano pela ‘Roadie Crew Magazine’, se destacando também no cenário internacional. Lançamos, no final do ano passado, o single ‘The Mirror of Light’ com videoclipe. No próximo dia 30 deste mês de maio, disponibilizaremos o single ‘Artificial Lights’, também com videoclipe, e o álbum completo (‘ The Mirror of Light’) sai até julho de 2026”, conta o guitarrista Saulo Caraveo.
Pegada amazônica
A Rhegia mistura rock com elementos da cultura da Amazônia. “A ideia principal é fazer heavy metal a partir do que a gente é e vive. Somos do Norte, do Pará, da Amazônia, fazemos parte disso, e nada melhor do que fazer um som pesado com elementos musicais e culturais daqui. Os ritmos, as lendas e mitologia amazônica estão presentes e vivas em nossa música”, diz Saulo.
Esse músico conta que a banda recebeu uma mensagem de Tiago Claro, produtor da banda Malvada de São Paulo, “em que temos uma grande amiga e baterista, Juliana Salgado, que, inclusive, já fez parte da Rhegia”. “Ele fez um super suspense e pediu nosso material de divulgação. Enviamos e não demorou nem 30 minutos, ele nos ligou. Falou que a comissão composta por Andreas Kisser, do Sepultura, e outras pessoas já conheciam nosso trabalho e que haviam gostado do nosso material”.
“Tiago falou sobre a data, a logística, cachê, detalhes importantes, menos o nome do festival. No final, eu perguntei: sim, mas qual o nome do festival? Ele: é o Rock in Rio! Eu soltei um palavrão. Ele respondeu: é isso aí,sejam bem-vindos! Rsrs…’, relata Saulo.
Ele enviou uma mensagem na hora para a banda dizendo: ‘Arrumem as malas que nós vamos tocar no Rock in Rio 2026’. Foi uma mistura de felicidade e ansiedade”. A Rhegia vai tocar em 5 de setembro no Palco Global Village, junto com Noturnall e Korzus.
“A Rhegia é a primeira banda de heavy metal do Norte do Brasil a receber este convite para tocar no Rock in Rio, e isso aumenta nossas responsabilidades, então, estamos muito empolgados para representar o heavy metal paraense na Cidade do Rock. Estamos preparando uma intensa imersão na cultura amazônica ao público presente. Vai ter metal da Amazônia no Rock in Rio”, finaliza Saulo Caraveo.
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