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Oficina em Belém ensina sobre como fazer esculturas com objetos simples

Público vai poder participar das atividades coordenadas pelo artista visual Francelino Mesquita a partir das 10h deste sábado (9) na Caixa Cultural Belém, como parte da mostra 'A Forma Viva na Arte de Véio' montada nesse espaço

Eduardo Rocha

Pode ser bem interessante para pessoas a partir de 7 anos de idade aproveitar este sábado (9) em Belém para transformar um objeto simples, como o miriti, vegetação muito presente na paisagem amazônica, em esculturas de formatos variados. Essa é a proposta e o convite da exposição "A Forma Viva na Arte de Véio", artista natural do Estado de Sergipe, no espaço Caixa Cultural Belém para esse dia, por meio da oficina "A arte viva em miriti", com o artista visual paraense Francelino Mesquita. 

Essa atividade ocorrerá das 10h às 12h e propõe ao público uma experiência criativa voltada à construção de pequenas esculturas inspiradas nas formas, narrativas e processos presentes na obra do artista Véio. O miriti apresenta-se com um universo poético que diz muitos aos paraenses, ou seja, funciona como matéria-prima ligada à cultura amazônica e à memória afetiva do Pará. Desse modo, a oficina serve para estimular os participantes a criarem peças autorais a partir da imaginação, do reaproveitamento de material e do olhar sobre o cotidiano — aspectos também presentes na produção de Véio, reconhecido nacionalmente por transformar objetos simples em esculturas de forte expressão popular e contemporânea.

Esses participantes contarão com a coordenação de Francelino Mesquita, artista visual conhecido pelo trabalho desenvolvido com o miriti em Belém e em outras cidades do Pará. A pesquisa artística de Francelino transita entre escultura, brinquedo popular, formas orgânicas e experimentações visuais, aproximando tradição e linguagem contemporânea.

Arte da sustentabilidade

Os universos artísticos e culturais de Véio e Francelino Mesquita se afinam por meio da capacidade de transformar materiais simples em linguagem poética. Esses dois artistas partem de elementos cotidianos e orgânicos para criar formas que dialogam com o imaginário popular, a memória afetiva e a relação entre homem, natureza e território.

Véio construiu uma obra marcada pelo reaproveitamento de madeiras, raízes e objetos encontrados, criando figuras híbridas e esculturas de forte expressão simbólica. Já Francelino desenvolve uma pesquisa ligada ao miriti e às formas amazônicas, explorando a manualidade, o gesto artesanal e a liberdade criativa presente na cultura popular paraense.

Francelino e Véio também compartilham uma relação intuitiva com a matéria, ou seja, os próprios materiais conduzem parte do processo criativo. Dessa forma, em suas obras, o aspecto lúdico convive com uma elaboração estética contemporânea, aproximando arte popular, escultura e experimentação visual.

Conexões

Essas conexões surgem na oficina "A arte viva em miriti" como ponto de partida para que o público possa experimentar e criar pequenas esculturas inspiradas não apenas nas formas de Véio, mas também nessa ideia de arte viva, livre e inventiva que atravessa o trabalho dos dois artistas.

Além de integrar a programação paralela da exposição, a oficina reforça o caráter interativo da ocupação dedicada à obra de Véio, artista cuja produção é marcada pela liberdade formal, pelo uso de materiais encontrados e pela criação de figuras híbridas entre o humano, o animal e o imaginário popular.

A mostra "A Forma Viva na Arte de Véio" segue em cartaz na Caixa Cultural Belém até 31 de maio. A exposição reúne esculturas, objetos e instalações do artista sergipano que construiu uma trajetória singular na arte brasileira, transformando madeira, raízes e materiais descartados em obras de forte identidade visual.

Serviço:

Oficina 'A arte viva em miriti',

com Francelino Mesquita

Data: Sábado, 9 de maio de 2026
Horário: 10h às 12h
Local: Caixa Cultural Belém
Endereço: Avenida Marechal Hermes, s/n – Armazém 6A – Reduto (Porto Futuro II)
Participação gratuita - As inscrições são feitas pelo link disponível na bio da CAIXA Cultural Belém e no site da instituição.
Classificação: a partir de 7 anos (menores acompanhados por responsável)